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Engenheiro brasileiro explica como chegou à Fórmula 1

Apaixonado pelo ronco dos motores, Ricardo Penteado realizou o sonho de trabalhar na F1

Lucas Pastore, iG São Paulo |

MiGCompFotoLinks_C:undefinedAtual bicampeão mundial com a Red Bull, o motor Renault conta com sangue brasileiro entre suas fileiras de funcionários. Ricardo Penteado, formado em engenharia, trabalha na empresa desde 2001. Ele, que acompanha motores como o que Sebastian Vettel usou em seus títulos, em Interlagos está responsável pelos motores de Bruno Senna e Vitaly Petrov na Lotus Renault.

Veja também: Campeão da Red Bull, Cacá Bueno exalta Sebastian Vettel

Por conta da responsabilidade de sua função, o engenheiro de 35 anos de idade praticamente não vem mais ao Brasil. Teve de deixar toda sua família – com exceção de sua esposa, francesa, e de seu filho – para perseguir o sonho de trabalhar na Fórmula 1.

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“Antes, quando o GP era no começo da temporada, eu vinha para a corrida e para passar o Natal. Mas agora que o GP é só no fim do ano, a temporada é muito longa e meu cargo tem muita responsabilidade, eu não posso ficar muito tempo fora. Então, venho só para a corrida”, disse Penteado, em entrevista ao iG.

Formado na Federal de Santa Catarina, o engenheiro apostou na relação que, segundo ele, sua faculdade mantinha com a Renault de Curitiba para tentar um emprego na parte francesa da empresa. Deu certo, já que ele conseguiu um estágio na matriz nos seis últimos meses de sua faculdade.

“Foi nesse estágio que eu vi que tinha possibilidade de trabalhar, pela rede interna da Renault eu já via os e-mails das pessoas que trabalhavam na Fórmula 1 e comecei a perguntar que formação um engenheiro de pista tinha que ter para trabalhar na Renault. Os caras me indicaram um curso de pós-graduação em motores, um curso importante para fazer o que eu queria fazer. Batalhei para entrar nesse curso e deu certo”, disse Penteado, que afirmou que sempre quis trabalhar com motores na F1.

O funcionário da Renault acredita que há espaço para brasileiros que estudaram no país na categoria. Para ele, o caminho é buscar cursos e especializações bem vistos na categoria, seja na engenharia ou em qualquer outra área.

“Eu recebo muitos e-mails com pessoas dizendo ‘eu quero ir para a Fórmula 1, pode ser pra varrer o chão, trocar pneu’, mas sinceramente acho que o caminho não é esse. Acho que é legal o cara saber em que ele é bom, porque na Fórmula 1 você tem de ter confiança para poder atacar. Então, acho que uma pessoa que goste da marketing, por exemplo, se correr atrás dos melhores cursos, pode acabar na Fórmula 1. O negócio é acreditar, ter coragem e mandar ver”, afirmou Penteado, que acredita que as mulheres também têm chance na categoria.

Penteado lamenta falta de barulho dos novos motores

A partir de 2014, os novos motores, que serão V6 ao invés de V8, deverão ter um barulho menor do que os atuais utilizados na Fórmula 1. Fã do ronco, Ricardo Penteado afirmou que vai sentir a mudança.

“No lado profissional, vou dizer que o desafio técnico é muito interessante. Mas no lado mais pessoal, emocional, é o barulho cara... Sempre gostei desde pequenininho, eu morava no Rio de Janeiro, em Jacarepaguá, e a gente voava de ultraleve no dia da corrida e eu ficava só ouvindo o barulho”, lembrou Penteado.

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