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Em 19 temporadas, Rubinho ficou apenas um ano sem pontuar na F1

Relembre ano a ano a trajetória do piloto com maior número de GPs na história da categoria

Guilherme Abati, iG São Paulo |

Depois de 19 anos na Fórmula 1, Rubens Barrichello está muito perto de anunciar sua ida para a IndyCar em 2012. Ainda assim, o nome do brasileiro vai continuar ligado à F1, já que é o piloto com maior número de GPs disputados na história da categoria - foram 326 (com 322 largadas).


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Rubinho fez sua estreia em 1993, pela Jordan. No ano seguinte, viveu o momento mais crítico de sua carreira, quando sofreu um grave acidente em Ímola. A primeira vitória aconteceu em 2000. Mas o lance mais polêmico e comentado de toda sua trajetória aconteceu em 2002, quando Barrichello teve de deixar Schumacher ultrapassá-lo na volta final do GP da Áustria, a pedido da Ferrari. Durante todo o período, apenas em 2007 Rubinho ficou sem pontuar.

A seguir, confira como foram as 19 temporadas de Rubinho na F1 ano a ano.

1993 (18º lugar; 2 pontos)
Foi a temporada de estreia de Rubens Barrichello na Fórmula 1, na equipe Jordan-Hart. Seu melhor resultado foi um 5º lugar, no GP do Japão. Ao longo do ano, somou dois pontos e terminou na 18ª colocação do Mundial.

1994 (6º lugar; 19 pontos)
O piloto brasileiro conseguiu seu primeiro pódio na categoria ao terminar em terceiro lugar no GP do Pacífico, segunda etapa da temporada. Além desse bom resultado, seu ano ficou marcado pelo grave acidente sofrido em Ímola, dois dias antes da morte do tricampeão Ayrton Senna. Foi a pior batida de sua carreira.

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1995 (11º lugar; 11 pontos)
Mesmo sem repetir o bom desempenho do ano anterior, Rubinho alcançou em 1995 o seu melhor resultado na categoria até então, com o segundo lugar no GP do Canadá. Ao todo, ele pontuou em quatro corridas e somou 11 pontos.

1996 (8º lugar; 14 pontos)
Em seu último ano pela Jordan, Barrichello viveu uma temporada com muitos altos e baixos. Ao todo, foram sete abandonos em 16 corridas. Nas nove provas restantes, porém, pontuou em sete e terminou o campeonato em oitavo lugar.

1997 (13º lugar; 6 pontos)
Seu ano de estreia na equipe Stewart foi digno de esquecimento. O segundo lugar no GP de Mônaco foi apenas um lampejo em uma temporada marcada por 14 abandonos em 17 corridas.

1998 (12º lugar; 4 pontos)
Em sua segunda temporada pela Stewart, mais abandonos em abundância. Rubinho conseguiu completar apenas seis de 16 provas e marcou apenas quatro pontos. No abandono mais marcante, Barrichello esteve envolvido na batida de 13 carros no GP da Bélgica.

1999 (7º lugar; 21 pontos)
A última temporada de Rubinho na Stewart foi positiva. Com três pódios – sempre na terceira posição –, Barrichello conseguiu 21 pontos e cravou sua melhor pontuação até então.

2000 (4º lugar; 62 pontos)
Mesmo sem tanto brilho nos seus primeiros anos de carreira, Rubinho chamou atenção da Ferrari e foi contratado pela equipe italiana para ser companheiro de Michael Schumacher. A temporada marcou a primeira vitória do brasileiro na categoria, no GP da Alemanha. Schumacher conquistou naquele ano o primeiro de seus cinco títulos em sequência, sempre com Rubinho no papel de seu fiel escudeiro.

2001 (3º lugar; 56 pontos)
Seu segundo ano na escuderia italiana ficou marcado pela ausência de vitórias. No entanto, o brasileiro terminou 10 vezes no pódio e acabou o campeonato na terceira colocação.

2002 (2º lugar; 77 pontos)
Ao todo, Rubinho conseguiu quatro vitórias no ano. E terminou pela primeira vez com o vice-campeonato. Mas isso tudo foi apagado por um dos momentos mais discutíveis do piloto na F1. No GP da Áustria, Rubinho deixou Schumacher ultrapassá-lo na volta final da corrida após um pedido da equipe. O alemão venceu a corrida e a Ferrari foi vaiada por todo público que estava presente no autódromo. É, até hoje, um dos momentos mais comentados da carreira de Barrichello.

2003 (4º lugar; 65 pontos)
Em um ano complicado, o brasileiro viu rivais com carros inferiores, como Juan Pablo Montoya, da Williams, e Kimi Raikkonen, da McLaren, o superarem ao longo do ano. Terminou em quarto lugar e conquistou apenas duas vitórias.

2004 (2º lugar; 114 pontos)
Foi a melhor temporada de Barrichello na Fórmula 1. Ao todo, o brasileiro venceu duas corridas e subiu ao pódio 14 vezes. Teve apenas um abandono. O bom desempenho, porém, não foi capaz de frear a supremacia de Schumacher, que venceu o sétimo título de sua carreira.

2005 (8º lugar; 38 pontos)
Seu último ano na Ferrari foi também o pior em sua trajetória na escuderia italiana. Já sem clima na equipe, Rubinho ficou apenas em oitavo no campeonato e não venceu nenhuma corrida.

2006 (7º lugar; 30 pontos)
Em seu primeiro ano no cockpit da Honda, Barrichello não conseguiu subir nenhuma vez ao pódio e levou um banho de seu companheiro, Jenson Button. O britânico fez quase o dobro de pontos do brasileiro: 56 x 30.

2007 (20º lugar; 0 pontos)
Foi a pior temporada de sua carreira. Foi a única vez nos seus 19 anos na Fórmula 1 que Rubinho não conseguiu marcar sequer um ponto. Sua melhor colocação foi o nono lugar, no GP da Grã-Bretanha.

2008 (14º lugar; 11 pontos)
Rubinho conseguiu superar seu companheiro de Honda, Jenson Button, pela primeira vez em três anos. Ainda assim, sua temporada não foi das melhores. Barrichello conseguiu apenas um pódio e ficou com 11 pontos no campeonato. O ano também ficou marcado pelo recorde de piloto com maior número de GPs na história, que conquistou no GP da Hungria.

2009 (3º lugar; 77 pontos)
Foi o ano de renascimento de Rubinho na F1. Depois de quase deixar a categoria no fim de 2008, acertou com a Brawn GP, equipe que substituiu a Honda, e viu seu time dominar o campeonato. Venceu duas corridas no ano – suas últimas vitórias na categoria – e terminou com 77 pontos, na terceira colocação. Button, seu companheiro de Brawn, foi campeão.

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Barrichello com roupa da Williams, seu último time na F1

2010 (10º lugar; 47 pontos)
Em seu primeiro ano pela Williams, Barrichello não fez feio. Com um carro mediano, marcou mais do que o dobro dos pontos de seu companheiro, Nico Hulkenberg. Seu melhor resultado foi um quarto lugar no GP da Europa.

2011 (17º lugar; 4 pontos)
Barrichello não vai se gabar de ter feito parte do pior ano da história da Williams na F1. A equipe britânica montou um carro fraco, que muitas vezes brigou com as equipes nanicas. Ainda assim, conseguiu marcar quatro pontos, com dois nonos lugares, e terminou na frente de seu companheiro, o venezuelano Pastor Maldonado.
 

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