Após críticas, chefe da F1 acredita que a decisão da FIA deve ser repensada e cogita mudar a prova para dezembro

AP
Bernie Ecclestone, chefe da F1, acredita que mudança no calendário deve ser repensada
Nesta terça-feira (7), Bernie Ecclestone admitiu que a decisão tomada pela FIA na última sexta-feira (3) de recolocar o GP do Bahrein no calendário da temporada pode ter sido precipitada. Em entrevista ao jornal The Times , o chefão da Fórmula 1 disse que deseja repensar a mudança e cogita até um adiamento da prova para o mês de dezembro.

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Anteriormente, Ecclestone havia se declarado favorável ao reagendamento do GP do Bahrein para o dia 30 de outubro , o que culminaria no adiamento do GP da Índia para dezembro. Porém, após uma onda de críticas e da preocupação demonstrada por pilotos e equipes com relação à segurança no país do Golfo, o chefe da F1 agora está pedindo para que a decisão seja reavaliada.

O ex-presidente da FIA, Max Mosley , o piloto da Red Bull, Mark Webber , o chefe da Mercedes, Ross Brawn , e até o ministro britânico de esportes estão entre aqueles que já declararam à imprensa a insatisfação com a realização da corrida.

Com a expectativa de que Associação das Equipes de Fórmula 1 (FOTA) tome uma posição clara em relação a situação do Bahrein ainda nessa terça-feira (7), Ecclestone agora está sugerindo que a corrida na Índia volte para a sua data original (30 de outubro). Essa possibilidade levaria o GP do Bahrein para dezembro, facilitando um cancelamento caso a situação política no país não forneça segurança para a prova.

“Da maneira que as coisas estão no momento, nós não temos ideia do que irá acontecer. É melhor que mudemos a prova no Bahrein para o final da temporada e, se tudo estiver seguro e bem, podemos ir. Se não estiver bem, então não vamos e não haverá problema”, explicou Ecclestone.

Apesar do presidente da FIA, Jean Todt, ter justificado a decisão de remarcar a prova no circuito de Sakhir com um relatório emitido a partir de uma missão de sondagem no país realizada pelo representante Carlos Gracia , a viabilidade do documento tem sido questionada.

Até mesmo Ecclestone agora tem dúvidas se a situação no país é tão boa quanto o relatório sugere: “Nós escutamos o relatório da FIA e estava falando que não existia problema algum no Bahrein. Mas não é o que estou ouvindo e acredito que precisamos ser cuidadosos”.

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