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Ecclestone admite ter subornado banqueiro alemão

Chefe da Fórmula 1 não queria que Gribkowsky revelasse detalhes da venda da categoria

Gazeta |

Empresário detentor dos direitos da Fórmula 1, Bernie Ecclestone admitiu na manhã desta sexta-feira (22) que subornou um banqueiro alemão a fim de evitar que os detalhes de seus negócios com a categoria fossem revelados. Ele afirmou ter sido coagido a pagar propina para garantir a segurança de suas relações comerciais com a CVC, empresa de sua propriedade.

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Chamado de "Supremo" pela imprensa europeia, Ecclestone revelou ter subornado Gerhard Gribkowsky, dono do banco alemão Bayerische Landesbank, porque ele teria ameaçado denunciar detalhes da venda dos direitos da F1 para a CVC à Receita Federal. Investigado pelo governo alemão, ele surpreendeu ao afirmar que o suborno precisa mesmo ser esclarecido.

"A Receita obviamente tem que checar tudo, isso levou cinco anos. Eu não lidei com isso. O Fundo teve que mostrar que estava correto", afirmou Bernie, em entrevista ao diário britânico Daily Telegraph.

"Os responsáveis pela tributação da Inglaterra naquela época estavam acertando tudo com o Fundo, e a última coisa que você precisa é que eles comecem a pensar que algo está ficando diferente. Ele (Gribkowsky) estava me pressionando, e eu não quis arriscar. Nada estava errado com o fundo, nada mesmo", argumentou.

Apesar de admitir o suborno, Ecclestone afirmou que não tem nada a temer no caso, e que não deve nada a ninguém, tendo pago propina apenas para evitar um processo investigativo que seria mais longo e mais caro, de acordo com os seus advogados.

"Eles (seus advogados) me disseram: 'Se a Receita investigar você, você terá de se defender, serão três anos no Tribunal, e isso custará uma fortuna. Pagar é melhor'. Eu nunca paguei ninguém ligado à empresa, eu peguei 5% da venda dela. O Bayerische Landesbank aprovou a venda e a comissão, que foi barata. Eu deveria ter ficado com mais, porque nesse caso um banco cobra mais. Não teve nenhum segredo", contou.

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