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Divertida ou artificial, asa traseira móvel divide opiniões na F1

Pilotos favoráveis, como Rosberg, e contra, como Vettel, divergem sobre o uso da grande novidade da categoria em 2011

iG São Paulo |

O uso da asa traseira móvel é a principal novidade da Fórmula 1 em 2011 e uma das responsáveis diretas pela categoria bater nesta temporada os recordes em quantidade de ultrapassagens. Ao lado dos novos pneus, que apresentam alto índice de degradação, o dispositivo é um dos protagonistas da grande alternância de posições durante as provas, que aumentou o dinamismo de corridas como os GPs da China e da Turquia, os dois últimos desta temporada.

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Movendo sua asa traseira, o piloto altera a passagem do ar pelo carro, e pode ganhar até 15 km/h em sua velocidade. Durante as corridas, o dispositivo pode ser acionado por um competidor que esteja a no máximo 1s do carro que pretende ultrapassar, em pontos pré-determinados de cada circuito.

Getty Images
A ultrapassagem de Adrian Sutil sobre Michael Schumacher foi uma das muitas proporcionadas pela asa traseira móvel durante o Grande Prêmio da Turquia

Em sua primeira temporada, o sistema divide opiniões entre pilotos e dirigentes da Fórmula 1. Os que defendem a asa móvel dizem que ela traz maior emoção para as corridas, enquanto seus críticos se dizem preocupados com o risco que o sistema traz, além de julgarem que as ultrapassagens por ele proporcionadas são artificiais.

O alemão Nico Rosberg, piloto da Mercedes, é um dos principais entusiastas da asa traseira móvel. Logo após o Grande Prêmio da China, o competidor chegou a afirmar que o dispositivo era “a melhor ideia da história da Fórmula 1”.

“Ninguém mais está dizendo que as corridas são chatas. Existem ultrapassagens pela esquerda, pela direita, pelo meio, por todas as partes”, disse Rosberg.

Se existe alguém que tem motivo para não gostar da novidade é quem está andando na frente. O atual campeão mundial e líder do Mundial de Pilotos não partilha da empolgação de Rosberg. Para o também alemão Sebastian Vettel, da Red Bull, as ultrapassagens feitas com o auxílio da asa móvel são artificiais.

“Ultrapassar é algo que separa os homens dos meninos. Por outro lado, eu acho que as ultrapassagens nunca devem ser artificiais. E é isso que eu parcialmente sinto que nós estamos encarando com essa nova asa traseira móvel”, disse Vettel, que chegou a ameaçar uma greve no caso dos pilotos sentirem sua segurança ameaçada pelo sistema.

“Se a situação piorar ao ponto de se tornar perigosa, eu acho que temos o poder de expor a nossa posição”, opinou, em entrevista ao jornal alemão Die Welt.

Os brasileiros também já participaram da discussão a respeito da asa móvel. Presidente da Associação de Pilotos, Rubens Barrichello criticou a decisão da FIA de liberar o uso do dispositivo no Grande Prêmio de Mônaco, o que, na visão do piloto da Williams, pode comprometer a segurança dos competidores.

“Adoraria ver as pessoas que mandam sentando no carro e tentando fazer o túnel com a asa aberta. Em minha opinião, eles estão esperando algo ruim acontecer”, disse Rubinho.

Ao contrário do compatriota, Felipe Massa foi atendido em sua reivindicação. O ferrarista foi um dos que pediram para que a FIA não liberasse o uso da asa em duas retas diferentes no GP da Malásia, o que acabou acontecendo.

“Pessoalmente, não tenho certeza que permitir as asas nas duas retas é a melhor opção, porque acho que tornaria as ultrapassagens muito fáceis”, disse Massa na época.

Veja a seguir opiniões favoráveis e contrárias ao uso da asa móvel:

À favor:

Fernando Alonso, piloto da Ferrari: “É o que as pessoas pediram. Mais ultrapassagens. Pode ser um pouco confuso para as pessoas”

Nico Rosberg, piloto da Mercedes: “A asa traseira móvel é provavelmente a melhor ideia da história deste esporte. Ninguém mais está dizendo que as corridas são chatas”

Martin Whitmarsh, chefe de equipe da McLaren: “Com a combinação dos pneus, a asa traseira móvel e o KERS, nós tivemos agora duas corridas incríveis em circuitos que historicamente não geraram emoção”

Contra:

Sebastian Vettel, piloto da Red Bull: “Ultrapassar é algo que separa os homens dos meninos. Por outro lado, eu acho que as ultrapassagens nunca devem ser artificiais. Se a situação piorar ao ponto de se tornar perigosa, eu acho que temos o poder de expor a nossa posição"

Mark Webber, piloto da Red Bull: “Não é muito gratificante o modo como ultrapassa. Os caras não podiam fazer absolutamente nada para se defender"

Nick Heidfeld, piloto da Lotus Renault: “Eu não sou um fã da asa traseira, porque particularmente não gosto de coisas que visam melhorar a corrida artificialmente"

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