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Diretor de GP do Bahrein critica equipes por cancelamento

Para Zayed Alzayani, a decisão de tirar a prova do calendário foi "bastante temperamental"

Gazeta |

O diretor do Grande Prêmio do Bahrein de Fórmula 1, Zayed Alzayani, não poupou críticas às equipes da categoria. Ele não escondeu sua insatisfação por ver os times e a FIA decidirem cancelar a realização da prova nesta temporada, após os incidentes políticos ocorridos no país no início do ano.

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O GP de Sakhir deveria ter sido disputado na abertura do Mundial deste ano, no dia 13 de março (com o último treino livre disputado também no Bahrein, uma semana antes). No entanto, os conflitos entre a população e o governo local causaram o descontrole de ambos lados, com várias mortes de inocentes e a indefinição da questão política persistiu.

Por conta disso, o GP do Bahrein foi cancelado, podendo ser remarcado em uma data que fosse de acordo para os times e para os organizadores do evento. No entanto, sentindo a falta de segurança em uma possível ida ao país asiático, alguns pilotos e dirigentes declararam durante meses que não acreditavam em uma remarcação da corrida ainda para este ano, fator que se verificou no final das contas, após reunião dos times, FIA e Bernie Ecclestone - o que deixou os promotores da prova bastante irritados.

Para Alzayani, a decisão foi "bastante temperamental' e, se a categoria não foi para o Bahrein por conta da violação dos direitos humanos existentes no local, muitos outros Grandes Prêmios deveriam ser cancelados.

"Eles estão indo para os Estados Unidos no próximo ano", atacou, em entrevista ao diário inglês London Evening Standard. E Guantánamo? Não é uma violação de direitos? Como Bernie (Ecclestone) me disse, "se os direitos humanos forem critério para as provas de F1, só teremos provas na Bélgica e na Holanda no futuro", ironizou.

"Fiquei desapontado porque em três meses vi as opiniões passarem de 'vocês são meu destino favorito, nos sentimos em casa' para 'Não queremos ir para o Bahrein'. Sim, muitas coisas aconteceram nesse intervalo, mas eles foram muito temperamentais", criticou.

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