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Di Grassi aposta em conhecimento dos pneus para entrar no grid

Em entrevista ao iG, piloto de testes da Pirelli afirma que o desgaste dos compostos ajuda a deixar as provas mais emocionantes

Lucas Pastore, iG São Paulo |

A temporada de 2011 da Fórmula 1 apresenta um diferencial com relação aos anos anteriores: o grande número de ultrapassagens. A introdução da asa traseira móvel, a volta do KERS e, principalmente, o rápido desgaste dos pneus foram fundamentais para essa mudança.

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Recentemente oficializado como piloto de testes da Pirelli, fornecedora dos compostos para a categoria, Lucas di Grassi é, provavelmente, o piloto que mais conhece os novos pneus.

Esse, aliás, pode ser um grande trunfo para ele voltar a competir por uma equipe da F1 (o que já aconteceu em 2010, quando dirigiu um carro da Virgin). Em entrevista exclusiva ao iG, di Grassi fala dessa possível volta, da importância dos pneus nas corridas e de mudanças nos compostos para 2012. Confira o bate-papo a seguir.

iG: Como você encara essa renovação como piloto de testes da fornecedora de pneus?
Lucas Di Grassi:
Foi uma oficialização do trabalho que vinha fazendo. Agora, espero estar afinado com a empresa até o fim do ano para desenvolver os pneus deste ano e do ano que vem também. É muito importante esse tipo de trabalho. Na Fórmula 1, do jeito que ela é hoje, é um dos trabalhos mais importantes.

iG: Pretende estar no grid em 2012?
Lucas di Grassi:
Esse ano ainda tenho trabalho pela frente. Esse envolvimento com a fornecedora é bom para minha carreira. É bom poder dirigir um carro de Fórmula 1 com o regulamento atual, que não permite testes.

iG: Esse conhecimento dos pneus pode te ajudar a encontrar uma equipe?
Lucas di Grassi:
Sem dúvidas. Ter um conhecimento dos pneus é sempre positivo na parte técnica. Pode ser um diferencial com certeza.

Divulgação
Lucas di Grassi a bordo da Toyota que usa para os testes desta temporada

iG: Por conta do rápido desgaste, os pneus este ano têm um papel mais decisivo do que em anos anteriores?
Lucas Di Grassi:
Hoje em dia os pneus são decisivos, mas não mais do que nunca. Os pneus sempre foram decisivos. Tudo no carro é pensado em função de como trabalhar o pneu. Neste ano, como os pneus estão tendo um desgaste maior, vemos mais ultrapassagens. Mas sempre foi importante saber como os pneus vão se comportar.

iG: Você acha que as corridas estão mais legais com esse desgaste acentuado?
Lucas Di Grassi:
Não estou correndo, então para mim não faz tanta diferença. Mas a fornecedora está fazendo um grande trabalho dentro do que foi proposto, dentro do que foi pedido a eles. Esse ótimo trabalho tem tornado as corridas mais emocionantes.

iG: Mas como espectador, você acredita que as corridas estão mais emocionantes?
Lucas Di Grassi:
Olhando de fora, acho que, dentro do que foi proposto, estamos vendo mais ultrapassagens e mais pit stops. Isso traz muita emoção.

iG: E o que os pneus precisam melhorar para a próxima temporada?
Lucas Di Grassi:
O pneu sempre tem que evoluir, sempre dá para melhorar algumas partes. Por isso, fazemos esse trabalho de desenvolvimento, para colher informações sobre como o pneu trabalha. São analisados dados dos dois anos anteriores, e sempre tem algo para evoluir. Mas essa é uma pergunta mais técnica, que o diretor de esportes a motor, Paul Hembery, poderia responder melhor.

iG: Você participa da escolha dos compostos que serão usados em cada corrida?
Lucas Di Grassi:
Não, não participo de nenhum tipo de decisão desse tipo.

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