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Para ex-piloto, risco de mortes no país é mais importante do que o interesse financeiro da categoria

Enquanto a ida da Fórmula 1 para o Bahrein segue indefinida, diversas opiniões contrárias à realização da corrida começam a surgir. O ex-piloto da categoria, Damon Hill, condenou a realização do GP, programado para o dia 22 deste mês.

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Hill, que no ano passado viajou ao país com o presidente da FIA, Jean Todt, havia dito na ocasião que a situação era estável e que a F1 poderia ir ao local. Neste ano, porém, o campeão mundial de 1996 afirmou que é uma temeridade a corrida acontecer no país.

“As coisas estão diferentes agora. Os protestos não diminuíram e talvez estejam mais determinados e calculados. É uma situação preocupante. O que devemos colocar acima de tudo é o preço de vidas humanas se a corrida acontecer”, explicou Hill.

O ex-piloto comentou sobre a intenção de a F1 tentar ajudar a diminuir os conflitos. “Promover a corrida como se estivesse ‘unindo o Bahrein’ é uma ambição louvável, mas talvez esteja elevando a F1 além de seus poderes. Só estou dizendo que temos que ter muito cuidado”.

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Para Hill, a situação no país vai além do mero interesse financeiro da F1. “Mas há algo ainda mais complicado que é a Fórmula 1 brincando lá, por meros motivos financeiros, enquanto as pessoas estão colocando suas vidas em risco, protestando contra este evento”. Nesta semana, um homem morreu durante protesto no país .