Em prova com chuva e confusão, brasileiro foi fundamental para McLaren garantir o Mundial de Construtores de 1991

Em 2011 é comemorado o 20º aniversário do terceiro e último título mundial de Ayrton Senna na Fórmula 1 . Para a ocasião, o iG Automobilismo montou um especial com o passo a passo do campeão. Sempre que uma prova em 2011 for realizada nos circuitos onde Senna correu em 1991, você conhecerá a história do GP 20 anos atrás.

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Para começar, o Grande Prêmio da Austrália. Primeira prova da atual temporada, em Melbourne, a corrida australiana era disputada em Adelaide em 1991 e fechou aquele campeonato.

Conheça a história do GP da Austrália em 1991

Três de novembro de 1991. Essa foi a data do Grande Prêmio da Austrália, em Adelaide, última prova daquela temporada da Fórmula 1. Para Ayrton Senna, o GP valia apenas para ajudar a McLaren a conquistar seu sétimo título de construtores. Isso porque, na prova anterior, no Japão, o brasileiro já havia assegurado o Mundial de Pilotos. O terceiro título de sua carreira.

Com 11 pontos de frente com relação à Wiliams, que tinha nos seus cockpits Nigel Mansell e Riccardo Patrese, a McLaren só perderia a taça por desastre. A vantagem ficou ainda maior quando, no treino classificatório, Senna garantiu a pole position e Gerhard Berger, seu companheiro de equipe, ficou com o segundo posto.

A dupla ficou logo à frente de Mansell e Patrese. Na terceira fila, largaram os bólidos da Benetton, que tinham como pilotos Nelson Piquet e Michael Schumacher. Pela primeira vez naquela temporada, Piquet largaria na frente de seu parceiro de equipe.

Rival de Senna na briga pelo título nos anos anteriores, o francês Alain Prost, que disputou a temporada 1991 pela Ferrari, não correu na Austrália. A escuderia italiana o demitiu por críticas públicas feitas pelo piloto.

Durante o treino de classificação, tudo correu como esperado. Tempo seco, pista em boas condições e a McLaren na dianteira. No dia da prova, porém, uma chuva torrencial mudou a situação. Em 17 voltas, cinco pilotos saíram da pista, incluindo o alemão Michael Schumacher.

Senna, que liderava desde a largada, apelou para que a organização interrompesse a prova. Os oficiais decidiram suspender o GP e a classificação final foi a estabelecida no encerramento da volta 14. Senna ficou em primeiro lugar, seguido de Berger, Mansell, Patrese e Piquet – que na volta 17 ocupava o segundo posto.

Mesmo com o título de pilotos e construtores garantido, Senna não saiu satisfeito da pista. O brasileiro bradou contra a organização da prova e afirmou que sua realização foi um erro. “Eu não acho que isso foi uma corrida, era apenas questão de conseguir continuar na pista”, disse. O brasileiro ainda fez questão de ressaltar que só aceitou correr porque o título de construtores ainda estava em jogo.

Para o público do Brasil, aquela corrida teve alguns fatos marcantes. Foi a última prova de Nelson Piquet na F1. Além disso, aquele foi o último título de Senna na categoria.

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