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Ao iG, bicampeão afirma também que conversou com sócio da Williams e problema para permanência de Rubinho é puramente financeiro

Em 2012, Emerson Fittipaldi completa 40 anos de seu primeiro título na Fórmula 1 . Mas, se o ano é de festa para o bicampeão, não necessariamente será para o automobilismo brasileiro, que corre o risco de ter, pela primeira vez desde a década de 1970, apenas um piloto na categoria. Para evitar essa situação, Fittipaldi sugere copiar o modelo de um país vizinho: “Temos de seguir o exemplo do Hugo Chávez, da Venezuela”, disse com exclusividade ao iG durante festa de lançamento do óculos Evoke x Fittipaldi .

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“A Venezuela está investindo em pelo menos sete pilotos desde o kart até a Fórmula 1, a Indy e outras categorias importantes. Isso é espetacular. É uma conquista para o país”, afirmou. Um exemplo disso afeta diretamente Rubens Barrichello, que está com futuro incerto na Williams . Seu companheiro de equipe, Pastor Maldonado, é patrocinado desde as categorias de base pela petrolífera PDVSA, empresa estatal venezuelana, que investe pesado no piloto.

Para Fittipaldi, Barrichello ainda tem talento para correr na Fórmula 1
Getty Images
Para Fittipaldi, Barrichello ainda tem talento para correr na Fórmula 1

Fittipaldi cobrou atitude similar de gigantes brasileiras. “A Petrobras investe tanto em automobilismo, por que não faz um programa para levar um kartista brasileiro até a F1?”, questionou. Para o bicampeão, a falta de investimento pode ser crucial para a saída de Barrichello da Williams. “Falei com o Patrick Head (sócio da escuderia) neste fim de semana e ele me disse: ‘Emerson, o trabalho que o Rubinho fez para nós é espetacular, nós gostaríamos de ficar com ele’. Mas nem ele sabe, porque o problema é financeiro”, disse.

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O bicampeão aproveitou para criticar o cenário atual da Fórmula 1, em que pilotos com grandes patrocínios tomam espaço de corredores por vezes mais talentosos. “A Fórmula 1 vive hoje uma situação em que o patrocínio faz um piloto pegar o lugar de um outro até melhor. Infelizmente”. Sobre Rubinho, Fittipaldi acredita que ele ainda tem muito para dar à categoria. “Ele tem físico, cabeça e motivação pra tocar”, concluiu.