Confusão irritou pilotos e dirigentes. Jarno Trulli, da Team Lotus, chamou a situação de ridícula

Principal discussão desta temporada da Fórmula 1 , a restrição no uso dos difusores aquecidos durou apenas uma corrida. Neste domingo (10), durante o Grande Prêmio da Grã-Bretanha , as escuderias puderam explorar somente 10% do potencial do sistema. Porém, a partir do GP da Alemanha, próxima etapa do campeonato, no dia 24 de julho, a utilização do sistema será liberada.

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O difusor aproveita o ar solto pelo escapamento do carro para gerar pressão aerodinâmica . Em alguns casos, mesmo quando o bólido não está sendo acelerado, o motor continua emitindo gases para manter a estabilidade do carro durante freadas e curvas. E é este processo, a princípio, que a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) decidiu proibir.

Durante o fim de semana do GP britânico, porém, Mercedes e Renault, fornecedoras de motores, tentaram provar que era impossível correr sem que este processo funcionasse. A FIA então fez concessões para as duas marcas, mas, em seguida, retirou as permissões dadas à Renault, irritando seus clientes – principalmente a Red Bull .

Por conta da polêmica criada, a FIA disse que concordaria em retirar as restrições se fosse unanimidade das equipes. Únicas que não tinham se manifestado até então, as escuderias que usam motor Ferrari – a própria Ferrari e a Sauber – se manifestaram a favor do retorno do regulamento antigo, que voltará a valer a partir do GP da Alemanha.

A polêmica irritou algumas pessoas diretamente ligadas à Fórmula 1. É o caso de Jarno Trulli, competidor da Team Lotus.

“Como piloto, não posso dizer o que é certo ou errado, mas a situação se tornou bastante ridícula. Essas questões parecem ser mais políticas do que técnicas, e sem dúvidas é muito difícil explicar para o público, e mesmo complexo demais para nós entendermos”, escreveu Trulli, em sua coluna no jornal italiano La Repubblica .

Peter Sauber, chefe da escuderia que leva seu nome, também se mostrou insatisfeito com as constantes mudanças que a FIA impôs nos últimos dias. “Essa coisa toda é uma pena. Começou depois da corrida em Montreal e eu não sei quando terminou. Não quero falar sobre isso. Depois de Montreal , a FIA disse que o sistema era ilegal e que iria mudá-lo. Então, começou uma discussão sobre o motor e sobre toda essa besteira. Todo mundo só pensou no que era melhor para sua equipe, isso é normal”, declarou o dirigente.

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