Diretor técnico da escuderia explicou também os motivos que ocasionaram o incidente

Após o incêndio no carro de Nick Heidfeld no Grande Prêmio da Hungria no último domingo (31), a Lotus Renault foi obrigada a descartar o chassi usado no carro do alemão.

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“O incidente foi bem indesejado e causou o descarte do chassi”, afirmou o diretor técnico da escuderia, James Allison. “Vamos tomar providências para reduzir qualquer chance de novo incêndio na próxima corrida e garantir que o compartimento de ar não seja superaquecido”.

Allison afirmou também que a equipe está em contato com a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) para explicar o que ocasionou o acidente e para mostrar o que está sendo feito para prevenir que algo do tipo se repita.

O diretor disse ainda que uma série de motivos combinados causou o fogo. “Primeiro de tudo, tivemos um mapeamento de motor diferente no classificatório, o que produziu um aquecimento maior do que o normal. Acreditamos que isso elevou a temperatura e causou uma quebra no cano do escapamento. Presumimos que a quebra depois aumentou durante as voltas até o pit stop. Acreditamos que Nick foi para os boxes com o escapamento parcialmente danificado”, afirmou Allison.

“O pit stop durou mais do que o normal, o motor foi deixado em uma rotação alta por 6s3, esperando a troca total dos pneus. Sob essas condições, muito combustível acaba no escapamento e a temperatura aumenta cerca de 100ºC/s. Isso foi o suficiente para acabar totalmente com o cano danificado e começar o fogo”, concluiu.

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