Chuva artificial, pista com atalho e medalhas para os vencedores foram algumas das sugestões dadas pelo chefão da categoria

Na última segunda feira (3), Luca di Montezemolo, presidente da Ferrari, afirmou que Bernie Ecclestone está muito velho para exercer seu cargo na FOM (Formula One Management). O chefão da F1, que completou 82 anos de idade no fim de outubro, não demorou para retrucar. Disse que não planeja se afastar do trabalho e que ainda tem “mil ideias” para a F1.

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Ideia, aliás, é o que nunca faltou ao chefão da categoria em seus mais de 20 anos no comando. Se por um lado muitas delas ajudaram a fazer o esporte se desenvolver, por outro, algumas foram consideradas um tanto quanto mirabolantes.

Em 2009, por exemplo, Ecclestone queria premiar o vencedor dos GPs através de um sistema de medalhas parecido com o adotado nos Jogos Olímpicos. O piloto receberia uma medalha de ouro pela vitória. Quem tivesse o maior número de vitórias ao fim da temporada, seria o campeão do ano. O sistema chegou a ser levado a sério e por pouco não foi adotado. “Eu só acho que o piloto com mais vitórias deve ser o campeão”, disse ele, à época. “Não acho que um piloto que fique muitas vezes em segundo lugar mereça ser campeão”. Apesar do apoio do mandachuva, a ideia não vingou.

No ano seguinte, o dirigente cogitou introduzir atalhos nas pistas. Com isso, cada piloto poderia “cortar caminho” até cinco vezes por corrida, criando com isso mais possibilidades de ultrapassagens. A ideia estilo “Mario Kart”, a exemplo das medalhas, não foi para frente.

Com 82 anos, Ecclestone diz que ainda tem muitas ideias para a F1
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Com 82 anos, Ecclestone diz que ainda tem muitas ideias para a F1

Outro plano recente de Ecclestone foi a de criar chuva artificial em determinadas provas do calendário, para deixá-las mais emocionantes. Quem se lembra do decisivo GP do Brasil deste ano sabe como as corridas ganham em emoção quando os circuitos ficam molhados pela chuva. Era isso que Ecclestone, cansado das monótonas provas em pista seca, esperava conseguir. “Olhe para as corridas que temos agora. Ultrapassar é quase impossível, porque no seco há apenas uma linha emborrachada em que os carros andam com velocidade máxima. A coisa fica completamente diferente quando está molhado. Sempre temos as corridas mais emocionantes quando chove, então vamos começar a pensar em fazer chuva”, disse Ecclestone, em entrevista ao site da Fórmula 1, em 2011.

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Na atual temporada, Ecclestone teve mais uma curiosa ideia. Durante as férias da categoria, em agosto, ele disse à imprensa que gostaria de transformar quatro provas do calendário em algo parecido com os Grands Slams do tênis, como Wimbledon e Roland Garros. Ou seja, em certas corridas tradicionais, como Mônaco ou Spa-Francorchamps, os pilotos receberiam mais pontos do que nas outras.

Planos mirabolantes à parte, é inegável a importância de Ecclestone na evolução da Fórmula 1. O dirigente foi responsável por levar a categoria ao patamar em que hoje ela se encontra, como uma marca bilionária

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Se antes de Ecclestone a F1 era um categoria europeia, atualmente é global. Na década de 1980, quando o inglês deixou o comando da Brabham e ascendeu ao posto de chefe da FOM, nove das 15 provas foram disputadas na Europa. Nesta temporada , 12 das 20 corridas foram feitas fora do Velho Continente.

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