Em busca da F1, português Félix da Costa segue passos de Vettel na Red Bull

Confira entrevista exclusiva com o piloto de 21 anos que faz parte do programa de jovens da equipe e é um dos nomes que podem aparecer em breve na categoria

Bruno Gecys - iG São Paulo | - Atualizada às

Assim como a grande maioria dos pilotos, António Félix da Costa sonha com uma oportunidade na Fórmula 1. E em 2012, o português de 21 anos deu um passo muito importante para alcançar o objetivo: foi chamado para fazer parte do Red Bull Junior Team, o programa de jovens da equipe mais forte da F1 no momento, que revelou o alemão Sebastian Vettel, atual bicampeão mundial da categoria.

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Em entrevista exclusiva ao iG, Félix da Costa conta como espera evoluir até chegar à Fórmula 1 em breve, com auxílio da Red Bull. “Estar aqui significa que dependo apenas dos meus resultados para ingressar na Fórmula 1 no futuro. Tudo dependerá dos próximos dois ou três anos e dos meus resultados”, explicou o piloto, que tem metas ainda maiores. “No entanto, meu objetivo não é apenas entrar na Fórmula 1, mas sim vir a ser campeão do mundo algum dia”.

O português iniciou a temporada de 2012 na GP3, mas a vaga aberta na equipe Arden (de Christian Horner, chefe da Red Bull) no meio da temporada da World Series by Renault foi a chance que precisava. Foi exatamente nessa categoria que Vettel chamou atenção de todos em 2006 e 2007, quando foi chamado para pilotar na Toro Rosso, equipe satélite da Red Bull na F1.

Do mês de junho em diante, o português passou a correr na GP3 e na World Series simultaneamente. “Foi muito bom. No início, o plano era participar apenas da GP3, mas, com o convite da Red Bull para entrar no Junior Team, participei também da World Series, ainda que tenha entrado no meio da temporada”. Na GP3, Félix da Costa fechou o ano em terceiro. Na World Series, o piloto entrou após cinco provas, mas já está em sexto, com duas vitórias conquistadas no campeonato, que acaba no próximo fim de semana.

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Assim como Vettel fez em 2007, o português tem esperança de chegar à Fórmula 1 através do programa de jovens, mesmo que seja para começar com uma vaga na Toro Rosso, onde começou o alemão. “A Red Bull tem quatro lugares na F1, portanto o passo lógico é que eles sejam ocupados no futuro pelos melhores pilotos da Junior Team”, explicou. Neste ano, as duas vagas da equipe satélite da Red Bull são de Daniel Ricciardo e Jean-Éric Vergne, que também fizeram parte do programa de jovens.

E a inspiração em Vettel não está somente na trajetória da carreira, mas também na maneira de pilotar. Félix da Costa explicou que não tem ídolos no automobilismo, mas tenta se espelhar em três grandes nomes da atual geração. “Tenho referências e tiro o melhor de cada um deles, como o (Fernando) Alonso, o Vettel e o (Lewis) Hamilton. O ideal é tirar os melhores aspectos de cada um destes três grandes pilotos”.

Divulgação - Red Bull
Piloto disputou World Series e GP3 neste ano

Em 2010, Félix da Costa teve seu primeiro contato com um carro de F1, ao realizar o teste de jovens em Abu Dhabi com um carro da Force India. Neste ano, ainda espera a oportunidade de participar do evento. “As chances sempre existem, mas não quero pensar demais nisso agora. O meu objetivo é o fim da temporada da World Series, e depois nós vamos ver, mas claro que gostaria de sentar em uma Red Bull ou Toro Rosso”, comentou.

Além da Red Bull, o piloto conta com pessoas próximas focadas apenas em sua trajetória até a F1. Duarte Félix da Costa, seu irmão, também já foi piloto de categorias de base e agora assessora sua carreira, ao lado de Tiago Monteiro, piloto português que correu na F1 em 2005 e 2006. “O Tiago tem muita experiência e know-how. É uma ajuda importantíssima na minha carreira, abriu muitas portas até aqui. Hoje em dia é muito mais que um manager, é um amigo, um conselheiro, alguém que faz parte desta equipe que tem como objetivo chegar à Fórmula 1”.

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Para 2013, Félix da Costa espera um bom ano em uma categoria de acesso à F1. Com isso, pode ficar na World Series, ou partir para a GP2. “Estou nas mãos da Red Bull e sei que irão tomar a melhor decisão para a minha carreira. Eu gostaria de correr na GP2 ou na World Series, já que são as duas categorias de acesso à Fórmula 1, mas cabe à Red Bull decidir. Como eu disse, confio 100% na decisão deles”. Se for para a GP2, Félix da Costa deve correr na Arden e ocupar o lugar do brasileiro Luiz Razia, que espera uma oportunidade na F1 em 2013 e já afirmou que não pretende seguir mais um ano na categoria, da qual foi vice-campeão em 2012.

Divulgação - Red Bull
Piloto português comemora vitória na World Series

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