No Japão, Ayrton Senna venceu seus três campeonatos e Nelson Piquet conquistou seu último Mundial. Pista também viu última dobradinha brasileira na categoria

O circuito de Suzuka, onde será realizada a 15ª etapa da Fórmula 1 2012 no próximo fim de semana, está marcado na história do automobilismo brasileiro como um dos melhores palcos para os pilotos do país. Dos oito títulos conquistados pelo Brasil, quatro deles foram concretizados no Japão. Além disso, o traçado ainda viu a última dobradinha brasileira na Fórmula 1, há 22 anos.

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O primeiro título no local veio logo em 1987, ano de estreia da pista na F1. Nelson Piquet chegou à penúltima prova do campeonato com uma vantagem de 15 pontos para Nigel Mansell, seu companheiro e rival dentro da equipe Williams. Como a vitória valia 9 pontos, as chances de título eram grandes e se confirmaram após o britânico sofrer um acidente nos treinos e não participar da corrida. Mesmo abandonando a prova, o brasileiro saiu do Japão com seu tricampeonato mundial.

A pista japonesa é também muito marcante na carreira de Ayrton Senna. Os três títulos mundiais do brasileiro foram conquistados ali. O primeiro veio em 1988, ano seguinte ao tri de Piquet. Em uma temporada dominada pela McLaren, Senna superou Alain Prost e chegou à oitava vitória do ano no Japão, garantindo matematicamente seu primeiro campeonato e iniciando a construir seu status de lenda para os fãs japoneses.

Nos dois anos seguintes, Suzuka foi palco dos grandes exemplos da rivalidade entre Senna e Prost. Em 1989, o francês chegou à penúltima prova da temporada à frente do brasileiro na classificação. Senna, que precisava vencer e torcer por um mau resultado do rival, tentou ultrapassar Prost para chegar à liderança da corrida a menos de dez voltas voltas do fim, mas os dois acabaram se chocando.

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Prost então saiu do carro logo em seguida, abandonando a prova. Senna, porém, voltou à corrida após ter seu carro empurrado, seguiu pela área de escape, trocou o bico de sua McLaren e ainda ultrapassou Alessandro Nannini para cruzar a linha de chegada em primeiro. Mas a comemoração de Senna não durou muito: antes do pódio, os comissários da prova, liderados pelo então presidente da FIA, Jean-Marie Balestre, decidiram pela desqualificação de Senna. A alegação foi a de que o brasileiro não poderia voltar à pista após a batida passando pela área de escape. Com isso, o título ficou com Prost.

O troco de Senna veio no ano seguinte, com Prost já na Ferrari. Daquela vez, Senna chegou com vantagem no campeonato em Suzuka e seria campeão se ambos abandonassem. Senna, que já havia reclamado do lado da pista que largaria na pole position, ia perdendo a posição no início, mas outro choque entre os dois acabou definindo o campeonato, desta vez em favor do brasileiro.

Em 1991, Suzuka viu também o tri de Senna, o último título brasileiro na categoria . O principal rival daquele campeonato foi Mansell, que precisava vencer a corrida. Após sair em segundo, atrás de seu companheiro Gerhard Berger, o brasileiro segurava a pressão dos ataques do britânico, que acabou perdendo o controle do carro e abandonou a prova, deixando o título com Senna ainda durante a prova. O brasileiro ainda assumiria a ponta, mas entregaria a vitória no fim para seu companheiro de McLaren.

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Outro brasileiro que tem uma boa história em Suzuka é Rubens Barrichello. Em 2003, o piloto fez a pole position e venceu a prova, ajudando Michael Schumacher, seu companheiro, a ficar com o título. O alemão, que havia largado em 14º, conquistou um ponto chegando em oitavo. Com a vitória e o segundo lugar de Kimi Raikkonen, Schumacher ficou a dois pontos do finlandês e chegou ao sexto de seus sete títulos na carreira.

Dos atuais representantes na Fórmula 1, o melhor resultado foi um segundo lugar com Felipe Massa em 2006, seu primeiro ano pela Ferrari. Bruno Senna vai para sua terceira corrida no Japão, onde conseguiu um 15º lugar com a HRT em 2010 como melhor desempenho.

Última dobradinha brasileira foi em Suzuka

Além do segundo título de Senna, o fim de semana do Grande Prêmio do Japão de 1990 também foi perfeito para o Brasil por ter sido o palco da última das 11 dobradinhas de pilotos do país na história da Fórmula 1. Sem a presença dos favoritos Senna e Prost, Piquet conquistou a vitória após largar da sexta posição do grid. O segundo colocado foi Roberto Pupo Moreno, que substituía Alessandro Nannini na Benneton, mesma equipe de Piquet, e também se aproveitou de outros abandonos para chegar ao seu melhor resultado na categoria.

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