Indiano é mais um dos folclóricos casos de competidores que tiveram desempenhos ruins e ficaram marcados na história da Fórmula 1

Na última segunda feira (20), a revista alemã Auto Motor und Sport publicou um ranking no qual lista os melhores pilotos de 2012. Na primeira colocação, não houve nenhum resultado surpreendente: o bicampeão Fernando Alonso, líder disparado da temporada. Nada de surpresas na última colocação também: Narain Karthikeyan, da HRT. Colecionando péssimos resultados, raramente superando seus companheiros de equipe e  se envolvendo em confusões , o indiano já escreve seu nome no grupo dos pilotos com os retrospectos mais risíveis da categoria.

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Neste ano, Karthikeyan faz sua terceira temporada na F1. Ele estreou em 2005, pela Jordan. Após uma temporada fraca, ficou seis anos afastado da F1. Voltou em 2011 e outra vez não conseguiu sair do fundo do grid. Fez 39 corridas na F1 até então. Somou apenas cinco pontos na carreira, conquistados em uma das corridas mais atípicas da história: o GP dos Estados Unidos de 2005. Naquela ocasião, devido a problemas com um dos fabricantes de pneus, apenas seis pilotos correram. O piloto conseguiu a quarta colocação em Indianápolis, sendo superado pelo companheiro, o português Tiago Monteiro, e ficando à frente apenas das Minardi, o pior carro do grid.

Karthikeyan, no entanto, não é o único piloto que ficou marcado pelo fraco desempenho e por episódios marcantes. Confira abaixo outros competidores que ficaram conhecidos como “os piores da F1.

Al Pease – O canadense, que fez apenas duas corridas na categoria, é tido como um dos pilotos mais lentos a guiar na F1 e coleciona histórias bizarras. Com relativo sucesso no automobilismo canadense, o piloto obteve ajuda e conseguiu "alugar" uma vaga no GP de seu país em 1967. Já no classificatório, Pease se classificou sete segundos mais lento do que o pole, Jim Clark. Na corrida, após uma série de barbeiragens, cruzou a linha de chegada 43 voltas atrás do vencedor, Jack Brabham, com média de velocidade de 69,4 km/h. Em 1969, de volta ao Canadá, Pease fez história: foi excluído pela direção da prova pela lentidão e por colocar os outros pilotos em risco. O inglês foi o primeiro e único piloto da história a ser excluído da prova por ser excessivamente lento.

Yuji Ide - Em 2006, Ide estreou na F1 pela equipe japonesa Super Aguri. Após quatro etapas, o japonês foi demitido da equipe após provocar um perigoso acidente com o holandês Christijan Albers, da Minardi, logo na primeira volta do GP de San Marino. O acidente foi tão infantil que sacramentou a expulsão do japonês da categoria. Idle teve sua superlicença caçada pela FIA depois do incidente e jamais voltou a correr na F1.

Gastón Mazzacane - O argentino estreou na F1 correndo pela Minardi, em 2000, e não pontuou naquele ano. Em 2011, foi contratado pela equipe Prost. Após quatro corridas pelo time do tetracampeão francês, com três abandonos, Mazzacane foi demitido por deficiência técnica e substituído pelo brasileiro Luciano Burti.

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Alex Yoong – Yoong foi o primeiro e único piloto malaio a competir na F1. Estreou pela Minardi, nas três últimas provas de 2001, e disputou algumas provas do ano seguinte. Além dos fracos resultados, Yoong ficou marcado por rodar sozinho ao tentar entrar no box no GP da Alemanha de 2002.

Jean-Denis Délétraz – O suíço se aproveitou da crise financeira da Larousse e comprou seu lugar na equipe em 1994. Estreou na última prova daquele ano, na Austrália, e foi tão lento que os líderes já o ultrapassaram em apenas 10 voltas. Quando abandonou a prova, no 57º giro, Délétraz, estava 10 voltas atrás do líder, virando seis segundos mais lento que os ponteiros e dois segundos atrás de seu companheiro de equipe. Correu mais duas vezes na categoria no ano seguinte e conquistou um 15º lugar como melhor resultado.

Andrea De Cesaris - O italiano é um dos pilotos mais famosos da história – mas não pelas vitórias e títulos, e sim pelos recordes negativos. De Cesaris, que correu por 14 temporadas e se envolveu em muitos acidentes durante a carreira, detém o recorde de maior número de abandonos, foram 135 ao longo das 208 corridas das quais participou. De Cesaris é o piloto com o maior número de corridas sem vitórias e também o recordista de abandonos consecutivos. Foram 18, entre 1985 e 1986. 1 / 15

Chanoch Nissany -  O israelense era um empresário bem sucedido e corria de motos apenas como hobby. Aos 42, em 2005, fez sua única participação na F1. Na ocasião, correndo pela Minardi, fez sua melhor volta 13 segundos acima do tempo do pole positon do GP da Hungria e não se classificou para a prova.

Taki Inoue - Inoue foi mais um japonês trapalhão na F1. Terminou apenas 5 das 18 corridas das quais participou e se envolveu nos acidentes mais bizarros da categoria. Em 1995, no GP da Argentina, se classificou com um tempo 10 segundos mais lento que o de Gianni Morbidelli, seu companheiro na Footwork. Em Hungaroring, seu motor estourou, e Inoue encostou o carro após um princípio de incêndio. Quando o carro de bombeiros se aproximava, o japonês pegou um extintor e se aproximou do carro. Nesse momento, ele acabou sendo atropelado e rolou por cima do capô. Foi ao chão, sentindo fortes dores na perna esquerda. Um dos bombeiros, ao invés e ajuda-lo, tomou o extintor das mãos do japonês e apagou o fogo.

Paul Belmondo - Filho do ator francês Jean-Paul Belmondo, Paul, piloto pagante, fez 27 corridas na Fórmula 1, entre 1992 e 1994, mas só conseguiu se classificar para sete. Em uma dessas poucas provas disputadas, foi obrigado a abandonar por exaustão física, já que não estava acostumado a guiar por tanto tempo.

Giovanna Amati - A piloto italiana começou na F1 testando pela Benetton. À época, boatos diziam que Amati tinha um caso com Flávio Briatore, o chefe do time. Em 1992, foi contratada pela decadente Brabham. Logo em sua primeira volta, em um treino classificatório em Kyalami, conseguiu a proza de rodar seis vezes. Nos próximos dois classificatórios, Amati continuou andando muito devagar e foi demitida sem jamais se classificar para um GP. 

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Marco Apicella -  O italiano teve, literalmente, a carreira mais curta da história da F1. No ano de 1993, participou de apenas uma corrida, em seu país natal, e abandonou logo na primeira curva, marcando o recorde de menor distância percorrida por um piloto na F1, com apenas 800 metros. O piloto foi demitido logo depois e jamais voltou a guiar um F1.

Scott Speed - Na temporada de 2007 pela Toro Rosso, o americano Scott Speed abandonou sete das dez primeiras provas e irritou a diretoria. Foi demitido e substituído por Sebastian Vettel, que conseguiu um quarto lugar naquele ano e uma vitória no ano seguinte.

Pierre-Henri Raphanel -   Dos 17 GPs em que se inscreveu entre 1988 e 1989, o francês não se classificou para 16. Sua única classificação para uma prova foi em Mônaco, onde abandonou. Com isso, tem a "honrosa" marca de ser o único piloto que participou apenas da prova do Principado na F1. 

Ukyo Katayama - O japonês é outro piloto muito conhecido dos amantes da F1 por sua pouca perícia no volante entre 1992 e 1997. Fez 97 corridas e somou cinco pontos. No Brasil, o piloto ficou conhecido como Katagrama, devido a suas inúmeras incursões para fora dos traçados do circuitos. Das 97 corridas, abandonou 62, média de dois abandonos a cada três corridas.

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