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Automobilismo
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Nelson Piquet completa 60 anos nesta sexta. Relembre a carreira do tricampeão

Piloto alcançou 23 vitórias na Fórmula 1, foi o primeiro brasileiro tricampeão mundial, e viveu episódios marcantes e polêmicos na carreira

Guilherme Abati - iG São Paulo | - Atualizada às

Primeiro brasileiro a se sagrar tricampeão da Fórmula 1 , Nelson Piquet completa 60 anos nesta sexta-feira (17). O piloto, que nasceu no Rio de Janeiro e cresceu em Brasília, esteve na principal categoria do automobilismo de 1978 até 1991 e conquistou os títulos mundiais em 1981, 1983 e 1987.

Leia também: Nelsinho Piquet correrá com capacete retrô em homenagem ao pai

Ao lado de Emerson Fittipaldi e Ayrton Senna , Piquet é um dos ídolos do automobilismo brasileiro até hoje. Nascido em 17 de agosto de 1952, Nelson Piquet Souto Maior começou sua carreira no kart com 14 anos de idade e foi campeão brasileiro em 1971 e 1972. Correndo no Brasil, utilizava o sobrenome “Piket” para tentar competir escondido de seu pai, que era contra sua carreira no automobilismo.

Em 1977, foi ao Velho Continente para seguir sua carreira no Campeonato Europeu de Fórmula 3. Em 1978, estreou na Fórmula 1 no mesmo ano em que se sagrou campeão da F3 Inglesa. Naquele ano, disputou apenas cinco provas na F1. A estreia foi pela equipe Ensign, no GP da Alemanha. Depois, correu três vezes pela McLaren, e a última do ano pela Brabham, escuderia inglesa na qual faria história, e que era comandada por Bernie Ecclestone. Em 1979, Piquet já participou da temporada inteira.

No ano de 1980, as vitórias começaram a aparecer. O primeiro triunfo do brasileiro foi no GP do Oeste dos Estados Unidos, em Long Beach. Naquele ano, seria vice-campeão mundial.

Primeiro título e briga com Eliseo Salazar

Em 1981, o sonhado título chegou. Em sua terceira temporada completa na Fórmula 1, Piquet já se sagrou campeão mundial pela Brabham. O roteiro foi emocionante. Apenas na última corrida o brasileiro assumiu a liderança do campeonato , superando o argentino Carlos Reutemann por apenas um ponto.

O ano de 1982 foi difícil para Piquet e para a Brabham. O brasileiro amargou um 11º lugar no campeonato, com apenas uma vitória. Naquele ano, uma cena demonstrou como vinha sendo complicada a temporada de Piquet. No GP da Alemanha, depois de ser tocado pelo chileno Eliseo Salazar e abandonar a prova enquanto liderava, o brasileiro saiu gesticulando do carro imediatamente e acertou alguns chutes e socos no rival, cena que ficou marcada na história da categoria.

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Bicampeonato e últimos anos na Brabham

Depois do ano ruim, Piquet e Brabham voltaram muito competitivos em 1983. Na última prova do ano, o brasileiro se sagrou bicampeão mundial, deixando Alain Prost com o vice e igualando o número de títulos de Fittipaldi. O título veio com três vitórias, em Jacarepaguá, Monza e Brands Hatch.

Durante os anos de 1984 e 1985, Piquet conseguiu mais três vitórias, mas não brigou por título, em temporadas dominadas pela McLaren. Com isso, deixou sua equipe rumo à Williams.

Anos intensos na Williams: rivalidade com Mansell, ultrapassagem em Senna e tricampeonato mundial

Piquet passou duas temporadas muito intensas na Williams, onde criou uma grande rivalidade com o inglês Nigel Mansell, o qual chamava de "idiota veloz". Os companheiros de equipe, porém, não conseguiram tirar o título de Alain Prost, da McLaren, em 1986. Mansell terminou em segundo, apenas um ponto à frente do brasileiro.

Apesar de não ter conseguido o título, o primeiro ano de Piquet na Williams ficou famoso por algumas grandes exibições, como a ultrapassagem considerada como a mais bela da história da Fórmula 1. No Grande Prêmio da Hungria, Piquet deixou Senna para trás de forma espetacular. No fim da reta do circuito de Hungaroring, ultrapassou o rival por fora, escorregando as quatro rodas de sua Williams. Outro grande momento da temporada de 1986 foi a vitória no GP do Brasil, em uma dobradinha brasileira com Ayrton Senna.

No ano seguinte, o domínio da Williams permitiu uma disputa entre Piquet e Mansell pelo título. Com as vitórias na Alemanha, Hungria e Áustria e mais sete pódios, Piquet se sagrou o primeiro brasileiro a alcançar o tricampeonato mundial . Naquele ano, Senna terminou em terceiro, correndo pela Lotus, equipe para onde Piquet se transferiu em 1988, com a saída do compatriota para a McLaren.

Lotus, Benetton e aposentadoria da F1

Nos dois anos de Lotus, Piquet não conseguiu nenhuma vitória e ficou longe de brigar por título. Em 1990, se transferiu para a Benetton e foi terceiro lugar do campeonato, com duas vitórias. Sua carreira se encerrou na Fórmula 1 em 1991, quando, aos 38 anos, conseguiu sua última vitória, no GP do Canadá daquele ano. Ao todo, na Fórmula 1, Piquet disputou 207 corridas e venceu 23, com 24 pole positions.

Acidente em Indianápolis

Em 1992, Piquet passou pelo momento mais delicado de sua carreira. Decidido a correr a tradicional prova das 500 Milhas de Indianápolis, o brasileiro sofreu um grave acidente. Em um dos treinos, seu carro rodou na curva 4 e bateu forte contra o muro de proteção. O tricampeão de F1 foi bastante afetado pelo forte impacto, sofrendo fraturas múltiplas nas pernas e nos pés. Mesmo após a experiência traumática, Piquet voltou a Indianápolis para a corrida de 1993, mas foi obrigado a abandonar por problemas de motor após poucas voltas dadas. Depois, o piloto ainda disputou a tradicional corrida de 24 horas de Le Mans, e participou de provas de turismo no Brasil até o fim de sua vitoriosa carreira.

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Família segue vencendo

Atualmente, o sobrenome Piquet continua a fazer sucesso no automobilismo. Nelsinho Piquet, filho do tricampeão, é o principal nome: se tornou o primeiro brasileiro a vencer uma prova da Nationwide na Nascar, categoria norte-americana. Neste fim de semana, Nelsinho vai homenagear o aniversário do pai, correndo com um capacete retrô que Piquet utilizava no início de sua carreira.

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