Chefe da F1 oferece mais segurança à equipe e diz que não pode cancelar a corrida no Bahrein

A decisão da Force India de não participar do segundo treino livre no Bahrein não mudou a opinião de Bernie Ecclestone, chefe da Fórmula 1, com relação à realização da corrida. Ecclestone afirmou nesta sexta-feira (20) que não pode cancelar o evento no país por causa de protestos no local.

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"Não posso cancelar a corrida. Aqui estamos, temos um acordo para estar aqui. Só as autoridades esportivas nacionais deste país podem pedir à FIA (Federação Internacional de Automobilismo) pela suspensão, se quiserem", explicou.

Ecclestone também disse que ofereceu mais segurança à equipe indiana após os incidentes. “Eles perguntaram e respondemos que eles podem ter mais segurança se quiserem", explicou.

O chefe da categoria ainda desconversou sobre possíveis ameaças direcionadas à equipe. “Eu não sei se eles são os alvos destas pessoas por alguma razão. Espero que não, porque nenhuma das outras equipes pareceu ter problemas. Então talvez eles possam ter tido uma mensagem e serem alvos por alguma coisa – pode não ter nada a ver com estar aqui no país, mas algo mais”, especulou Ecclestone.

Os dirigentes da Force India decidiram voltar ao hotel antes do anoitecer no país, para evitar situações como a da última quinta-feira (19) , quando funcionários da equipe escaparam por pouco de um ataque nas ruas do Bahrein.

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Apesar de ter desistido de participar do segundo treino, a Force India já informou que vai participar normalmente do resto das atividades no Bahrein, incluindo o treino classificatório e a corrida. O terceiro treino livre acontece no sábado (21) às 5 horas (de Brasília). O grid de largada começa a ser definido às 8 horas no mesmo dia, e a corrida terá início às 9 horas do domingo.

Protestos continuaram nesta sexta-feira

Enquanto os treinos livres aconteciam no circuito de Sakhir, a cidade de Manama era novamente palco de protestos. Dezenas de manifestantes se reuniram nas localidades xiitas ao redor da cidade. As forças de segurança usaram gás lacrimogêneo e bombas de efeito moral para dispersar o protesto e alguns manifestantes lançaram coquetéis molotov contra os soldados.

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