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Estreante na World Series, Lucas Foresti traça caminho para F1

Brasiliense de 19 anos sonha em resgatar tradição do Brasil na principal categoria do automobilismo

Mariana Gianjoppe, iG São Paulo |

O jovem piloto Lucas Foresti deu um grande passo em direção a seu maior sonho: correr na Fórmula 1. O brasiliense fechou contrato com a equipe Dams para disputar a temporada 2012 da World Series, uma das principais categorias de acesso à F1, que já revelou pilotos como Sebastian Vettel, Robert Kubica e Daniel Ricciardo.

Leia também: Com 19 anos, Nasr surge como promessa brasileira no automobilismo

Foresti, de apenas 19 anos, competiu na Fórmula 3 britânica no ano passado, quando venceu três corridas e terminou a temporada na sétima colocação. Seus bons resultados chamaram a atenção dos times da World Series e, após vários testes no final de 2011, firmou acordo com a Dams - equipe que também estreia na categoria neste ano, mas que tem larga experiência na formação de campeões, como Romain Grosjean na GP2.

Com os pés no chão, Foresti tem como meta para 2012 ganhar o campeonato de novatos da World Series e quem sabe subir ao pódio até o final da temporada. Em seus planos, o passo seguinte será entrar em contato com a principal categoria do automobilismo mundial, como piloto de testes, para, em 2014, correr pela primeira vez com um carro de F1. Em longo prazo, o piloto é mais ambicioso: quer resgatar a Fórmula 1 no Brasil e fazer com que os brasileiros voltem a acordar cedo no domingo para ver uma corrida dele na categoria.

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“Minha motivação é essa, fazer o povo brasileiro acordar para ver uma corrida minha na F1. É isso o que me faz levantar cedo, ir para a equipe, malhar, treinar... Isso aí não tem preço”, disse Lucas em entrevista exclusiva ao iG.

Inspiração para tudo isso? Além de ídolos como Ayrton Senna, Emerson Fittipald e Nelson Piquet, o mais jovem bicampeão da história da F1, Sebastian Vettel. “Ele entrou na World Series, ficou apenas um ano, mostrou quem era e a Red Bull já tirou ele e colocou na F1”, afirmou.

Reprodução
Foresti vence prova da Fórmula 3 britânica no circuito de Snetterton em 2011

Apesar do exemplo do alemão, o jovem brasiliense está ciente que pode levar tempo para conseguir o mesmo sucesso em sua nova categoria. “Sempre fui bem realista. Não vou dizer que vou chegar subindo ao pódio. Vou trabalhar com a equipe passo a passo, tentar andar na frente do pessoal que está ali há um, dois anos, vencer o campeonato dos novatos e pode ser que no final do ano a gente consiga um pódio”, explicou.

Adaptação à nova categoria

Foresti contou porque escolheu competir na World Series depois de dois anos de experiência na F3 britânica: “É uma categoria que revelou grandes pilotos, como Vettel, Daniel Ricciardo, Jean-Éric Vergne e Robert Kubica, e com a vantagem de ser a metade do preço em relação à GP2. E está cada vez mais similar à GP2 e mais próxima à F1, com um novo carro, mais equipes, o uso da asa móvel traseira. Você acaba tendo um bom aprendizado com um preço bem mais baixo, além de ter uma boa visibilidade. Dá para atrair patrocínio e representar o Brasil lá fora”.

As provas da temporada só começam em maio, mas até lá Lucas terá muito trabalho. De mudança para a França, onde fica a sede da equipe, ele terá seis dias de treinos coletivos até o início das corridas e precisa se adaptar às diferenças da nova categoria em relação à F3.

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“Treinei com o carro antigo no ano passado e fiquei no top 10 todos os dias, o que me deixou bem esperançoso. Mas treino é diferente de corrida. Vou aprender agora com esse carro novo, que tem a asa móvel e potência de 550 cavalos, mais que o dobro de um carro de F3. Tenho que me acostumar com o pitstop, que nunca fiz na vida, e também vou pra Mônaco, um circuito de rua maravilhoso. Tem bastante coisa pra aprender”, ressaltou.

Divulgação
O brasiliense de 19 anos, que disputará a World Series pela equipe Dams, tem como sonho correr na F1

Porém, o jovem piloto esbarra em um problema comum no automobilismo atual, a necessidade de patrocínio. “Até agora conseguimos fechar patrocínio para as três primeiras corridas e os treinos, que são muito caros, porque em um fim de semana de treinos você roda mais do que em um de corrida. Precisamos de mais para conseguir correr o ano todo. Patrocínio é essencial. Todos os pilotos que chegam na F1 hoje têm vários patrocinadores fortes”, lembrou.

Brasileiros na Fórmula 1

Foresti planeja ficar dois anos na World Series, mas vai tentar construir alguma ligação com a F1 já em 2012. “Minha meta é, em no máximo dois anos, estar no meu primeiro carro de F1”.

Ele aposta na tradição brasileira na categoria e tem como motivação resgatar a paixão do brasileiro pela velocidade. “O passado do Brasil é muito forte na F1. É como no futebol, que você fala que é brasileiro e o pessoal começa a lembrar de nomes de vários jogadores, vêem que você é do Brasil e ficam alucinados. Na pista é a mesma coisa. Quando você fala que é brasileiro, já começam a lembrar de Senna, Piquet e Fittipaldi”, contou.

“Acho que ainda tem como ressuscitar isso, colocar os brasileiros para assistir à F1, como era antes. Eu acordava domingo cedo, estava todo mundo acordado para assistir às corridas. Hoje em dia acho que diminuiu bastante, não tem nenhum ídolo ali”, avaliou. 

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