Piloto acha natural a relação da sua carreira com a do tio e diz que pilotos da Fórmula 1 moderna falam bem menos que no passado: "Não sabemos as histórias de bastidores"

O piloto brasileiro Bruno Senna será uma das atrações da etapa de abertura da Stock Car 2015, que acontece neste, em Goiânia. Na prova em dupla, ele será companheiro de Antonio Pizzonia e ainda terá na equipe Prati-Donaduzzi o francês Nicolas Prost, filho de Alain Prost, como parceiro - Prost fará dupla com Julio Campos na corrida.

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Em conversa exclusiva com a reportagem do iG , Bruno comentou que, no momento da corrida do final de semana, deixará de lado a rivalidade dos sobrenomes Senna e Prost, que fizeram bastante história na Fórmula 1.

Bruno Senna e Nicolas Prost
Mário André Monteiro
Bruno Senna e Nicolas Prost

"O que a gente lembra da relação do Ayrton Senna com o Alain Prost é que era uma rivalidade muito grande na pista. Mas por cima de tudo isso existia um respeito muito grande entre um e outro. Eles sabiam que a competição era dura, um tornou o outro o que eles acabaram sendo", disse Bruno.

"E tanto eu como o Nicolas levamos isso da mesma forma, temos o respeito muito grande pela família e pela história um do outro. Estou animado para correr com ele na mesma equipe, nunca tive essa chance. Vai ser uma briga boa, é uma relação que entre a gente não existe essa rivalidade de família. Vamos competir como se fôssemos qualquer piloto", completou Senna.

Sobre o fato de sempre ser comparado ao tio Ayrton, Bruno disse que isso, no começo da sua carreira, foi um pouco difícil de encarar. Hoje, aos 31 anos de idade, a pressão de ter um nome tão importante já é controlada.

"É natural essa comparação. Estou seguindo a carreira do meu tio, que foi bem sucedido nesse esporte, então as pessoas sempre relacionam minha carreira e minha vida à dele. Acho normal. Com certeza não é fácil, principalmente no começo, foi difícil desvencilhar minha cabeça disso, tem toda expectativa das pessoas e você até acaba entrando nessa onda, dependendo do ambiente. Mas o automobilismo e o esporte em geral são situações de pressão. Aprendi rápido a lidar com pressão, me ajudou em várias situações de performance", comentou.

Bruno Senna comentou também a Fórmula 1 de atualmente. Diferente do passado, os pilotos não têm mais tanta liberdade de expressão.

"Na Fórmula 1 os pilotos estão muito mais limitados no que eles podem se expressar, hoje em dia. Sempre tem um piloto que não se dá bem com o outro, isso é uma coisa normal. Mas antigamente era mais aberto, quando não tinha uma boa relação os caras falavam mesmo. Hoje em dia está todo mundo mais quieto, mas vira e mexe sempre tem uma cutucada quando tem um conflito na pista. Não sabemos as histórias de bastidores", finalizou.

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