"É muito fácil falar que faria diferente", diz Nelsinho sobre escândalo na F1

Por Pedro Taveira - iG São Paulo |

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Brasileiro bateu seu carro de propósito no GP de Cingapura de 2008 a mando da Renault para beneficiar companheiro Fernando Alonso em uma das maiores polêmicas da história

Nelsinho Piquet foi uma das maiores promessas brasileiras na Fórmula 1 na última década. Filho do tricampeão mundial Nelson Piquet, o piloto ingressou na categoria em 2008 na Renault como companheiro do bicampeão Fernando Alonso. Sua trajetória, no entanto, acabou no meio da temporada seguinte, como pivô de um dos maiores escândalos da história. Lembranças que trouxeram arrependimentos e aprendizados ao competidor de 28 anos.

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Nelsinho Piquet sai de seu carro após acidente premeditado no GP de Cingapura de 2008. Foto: ReproduçãoNelsinho Piquet criticou a atuação da CBA. Foto: DivulgaçãoNelsinho Piquet, ex-piloto de F1 e atualmente na Truck Series da Nascar. Foto: Getty ImagesNelsinho (carro branco) faz ultrapassagem no final, que lhe valeu a vitória em Las Vegas. Foto: Getty ImagesNelsinho Piquet comemora vitória em Las Vegas. Foto: DivulgaçãoNelsinho comemora vitória em Michigan. Foto: APNelsinho Piquet conquista primeira pole position brasileira na Nascar . Foto: APNelsinho Piquet comemora sua pole position em Road America. Foto: Reprodução TwitterNelsinho Piquet após vitória na Nascar. Foto: Reprodução/Twitter

No GP de Cingapura de 2008, Nelsinho acatou ordem da Renault de bater seu carro propositalmente, provocando a entrada do safety car na pista. A “estratégia” beneficiou Alonso, que venceu a prova. Quase um ano depois, quando já estava fora da equipe por maus resultados, a polêmica veio à tona.

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“É uma situação difícil... É muito fácil olhar para trás e dizer ‘não faria isso, não faria aquilo, faria isso diferente’. Todo mundo erra na vida. Mas eu era muito novo e as pessoas que controlavam minha vida estavam todas lá”, afirmou Piquet.

AP
Nelsinho Piquet foi correr na Nascar após deixar F1

Entre essas pessoas descritas havia Flavio Briatore, então chefe da Renault e empresário do brasileiro. O dirigente foi inicialmente banido da F1 por causa do incidente.

“Foi uma situação bem difícil para eu me controlar na época. Então, olhar para trás e falar se eu faria diferente? Sim, óbvio! Mas na época era tão complicado que era muito difícil controlar”, explicou o piloto.

Após o escândalo, Nelsinho não foi punido como parte do acordo de cooperar nas investigações. Mas o brasileiro se afastou do automobilismo europeu. Atualmente, ele compete na principal categoria da Nascar, nos Estados Unidos. Apesar de tudo, o piloto tira bons momentos de sua passagem pela F1.

“Consegui um pódio no primeiro ano. Infelizmente foi só um ano de testes e dois de corrida. Mas aprendi muito, fiz muitos amigos. Morei muito tempo na Europa, então foi legal ter ido para a F1 sem ter que levar patrocínio, recebendo salário”, falou Nelsinho.

“Fiquei mais feliz de ter um sonho que renasceu dentro de mim na Nascar de querer conquistar outra coisa. Isso que eu estava mais preocupado quando estava querendo fazer outra coisa: perder aquele desejo de querer passar por cima de qualquer coisa para conseguir conquistar uma vitória. E isso voltou depois de eu me apaixonar pela categoria da Nascar”, completou Piquet.

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