Projetista da Williams em 1994, Newey diz que morte de Senna o assombra até hoje

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Em entrevista à BBC, responsável pelo carro que acidentou brasileiro há 19 anos afirma que "ninguém nunca saberá" se foi erro mecânico ou do piloto

Adrian Newey é um gênio quando se trata de criar carros de Fórmula 1. Atualmente na Red Bull, equipe na qual está prestes a conquistar o quarto título mundial consecutivo de pilotos e construtores, o projetista trabalhava na Williams em 1994, ano do fatídico acidente de Ayrton Senna em Ímola. E admite que até hoje a morte do brasileiro o assombra.

Ayrton Senna durante a temporada 1991. Foto: Getty ImagesAyrton Senna foi tricampeão mundial de F1. Foto: Getty ImagesTúmulo de Ayrton Senna no cemitério do Morumby, em São Paulo. Foto: Mike Hewitt/Getty ImagesA parceria durou dois anos e rendeu um título para cada. Os pilotos colecionaram desentendimentos e desenvolveram uma das grandes rivalidades da Fórmula 1. Foto: Getty ImagesCom a chegada de Ayrton Senna em 1988, a McLaren, que já contava com o francês Alain Prost, reunia dois pilotos em condição de ganhar o título. Foto: Getty ImagesApesar da pressão, o brasileiro venceu a prova e encerrou um jejum de 5 GPs sem vitória. Foto: GettyEm 1991, Ayrton Senna poderia sagrar-se campeão por antecipação se vencesse o Grande Prêmio da Espanha. Foto: Getty ImagesO brasileiro disparou no Mundial de Pilotos após a prova em Spa. Foto: Getty ImagesFoi em 1985, Pela Lotus, no Grande Prêmio de Portugal, que Ayrton Senna conseguiu sua primeira vitória na F1. Foto: Getty ImagesO brasileiro da McLaren comemorou sua sexta vitória de 1991 naquele GP. Foto: ReproduçãoEm toda a sua carreira, Ayrton Senna sempre usou um capacete verde e amarelo. Na foto, o brasileiro em 1993, quando corria pela McLaren. Foto: Getty ImagesLotus de Ayrton Senna em 1985, que tinha pintura preta e dourada. Foto: Getty ImagesAdriane Galisteu foi uma das namoradas do piloto de F-1 Ayrton Senna, morto em 1994. Foto: Reprodução/Revista MancheteAyrton Senna foi tricampeão em 1991, aos 31 anos e 227 dias. Foto: Getty ImagesEm 1988, Senna chegou à oitava vitória e alcançou seu primeiro título em Suzuka. Foto: ReproduçãoAyrton Senna conversa com Sid Watkins após acidente de Roland Ratzenberger em Ímola em 1994. Foto: Getty ImagesSenna cumprimenta Gerhard Berger após mais uma vitória no local. Foto: Getty ImagesNaquele ano, Senna saiu vencedor pela terceira vez consecutiva no circuito. Foto: Getty ImagesCompanheiros na McLaren nos anos 1990, Ayrton Senna e Gerhard Berger eram amigos dentro e fora dos autódromos. Foto: Getty ImagesO GP da França foi sediado no circuito de Paul Ricard nos anos 1970 e ainda voltou de 1986 até 1990. Entre essas, uma vitória de Prost em 1989, com Senna abandonando. Foto: Getty ImagesEm 1985, a pista ficou marcada na história da F1, principalmente para os brasileiros. O Estoril foi palco da primeira pole position e da primeira vitória de Ayrton Senna.. Foto: ReproduçãoAyrton Senna treina, observado por Nuno Cobra. Foto: ReproduçãoEntre o fim da década de 1980 e início dos anos 1990, a disputa ficou focada em poucos pilotos. Ayrton Senna e Alain Prost dominaram. Foto: Getty ImagesToleman Ayrton Senna. Foto: Getty ImagesO brasileiro voltou a vencer em 1989, dando início a uma sequência de cinco triunfos seguidos no Principado. Foto: Getty ImagesDepois de liderar mais da metade da corrida, Senna não c onseguiu completar a prova de 1988 em Monte Carlo. Foto: Getty ImagesAyrton Senna em 1994, ano em que correu pela Williams. Foto: Getty ImagesEm 1993, o ídolo brasileiro voltou a vencer em Interlagos, para a festa da torcida. Foto: ReproduçãoPódio em 1991 também teve Riccardo Patrese, segundo, e Gerhard Berger, terceiro. Foto: Getty ImagesPela Williams, tricampeão fez a pole position do GP do Brasil de 1994. Foto: Getty ImagesTorcida homenageia heroi tricampeão no GP do Brasil de 1994. Foto: Getty ImagesEm 1992, também pela McLaren, o brasileiro teve seu motor quebrado em Interlagos. Foto: Getty ImagesPela McLaren, Senna desfila em 1993 com bandeira brasileira após vitória. Foto: ReproduçãoO brasileiro Ayrton Senna em 1990, ano de seu bicampeonato na Fórmula 1. Foto: Getty ImagesSenna vence na Bélgica. Foto: Getty ImagesAyrton Senna parte para cima de Michael Schumacher, mas é contido por funcionário da McLaren. Foto: ReproduçãoNa garagem da McLaren, Ayrton Senna se concentra para GP do Japão de 1991 - o brasileiro tinha chances de sair da prova tricampeão mundial. Foto: Getty ImagesSenna perdeu a posição para Patrese logo na largada em San Marino. Foto: Getty ImagesAyrton terminou o GP em segundo, mas continou liderando com folga o campeonato. Foto: Getty ImagesAyrton Senna tenta se defender dos ataques das Williams de Nigel Mansell e Riccardo Patrese durante o GP da Itália de 1991. Foto: Getty ImagesAyrton Senna morreu em 1994 após acidente que deixou sua Williams destruída. Foto: Getty Images

“O que aconteceu naquele dia, o que causou o acidente, ainda me assombra até hoje”, afirmou Newey em entrevista à emissora britânica BBC. Para ele, “ninguém nunca saberá” se a batida foi causada por uma quebra na barra de direção do carro ou por um erro de Senna.

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“A quebra da coluna de direção: foi a causa ou isso aconteceu com o acidente?”, questionou o projetista. “Não há dúvidas de que estava quebrada. Da mesma forma, todos os dados, todas as câmeras do circuito, a câmera do carro de Michael Schumacher que o estava seguindo, nada disso parece dar consistência a uma quebra da coluna de direção”, completou.

Newey comparou a batida de Senna na curva Tamburello com as que costumam acontecer em circuitos ovais nos Estados Unidos.

Getty Images
Adrian Newey, hoje na Red Bull, era o responsável pelo projeto da Williams de Senna

“A primeira coisa que aconteceu foi o carro sair de traseira, muito parecido com você verá nos ovais nos Estados Unidos. O carro perde a traseira, o piloto corrige e depois ele vai reto e bate no muro, o que não parece ser consistente com uma quebra na coluna de direção”, explicou o ex-projetista da Williams.

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O profissional lamentou ainda que não ter conseguido dar a Senna um carro capaz de brigar por vitórias no início daquela temporada. A equipe tinha o melhor equipamento em 1992 e 1993, mas o mesmo não se repetiu no ano seguinte devido à proibição de alguns recursos eletrônicos, como controle de tração e suspensão ativa.

Apesar de ter anotado poles nas três corridas que disputou em 1994, o brasileiro abandonou todas elas. San Marino foi a terceira etapa do campeonato (Brasil e Pacífico, em Aida, foram as outras).

"Havia uma aura sobre ele, algo difícil de descrever. Ele com certeza tinha presença. Acho que uma coisa que sempre vai me assombrar é que ele veio para a Williams porque tínhamos feitos carros bons nos últimos anos e ele queria estar no time que pensava ter construído o melhor carro. E, infelizmente, o carro de 1994 não era bom", falou Newey.

"Ayrton tinha talento puro e determinação. Ele tentava levar aquele carro adiante e fazer coisas que não era capaz. É uma pena, e tão injusto, que ele estivesse nessa posição. E, claro, no momento em que corrigimos o carro, ele não estava mais conosco", finalizou o projetista.

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