Com 61 pontos, brasileiro é apenas sétimo colocado no Mundial de pilotos da Fórmula 1 e ainda não teve seu contrato renovado pela Ferrari para correr na temporada que vem

Felipe Massa precisa melhor no segundo semestre para manter sua vaga na Ferrari em 2014
Mark Thompson/Getty Images
Felipe Massa precisa melhor no segundo semestre para manter sua vaga na Ferrari em 2014

A Fórmula 1 está de férias por quatro semanas. Depois do GP da Hungria, realizado a sete dias e vencido por Lewis Hamilton, a velocidade volta somente no dia 25 de agosto, na Bélgica. Mas o período não servirá como descanso para Felipe Massa. Novamente pressionado por maus resultados, o brasileiro terá que se colocar a cabeça no lugar para retornar em bom nível a fim de se manter na Ferrari na temporada 2014.

Massa é apenas o sétimo colocado no Mundial de pilotos, com 61 pontos. A Ferrari está no terceiro lugar na tabela dos construtores. Apesar de melhor que no ano passado, quando na mesma altura do campeonato havia conquistado somente 23, a quantia é pouco para um piloto da tradicional equipe italiana.

“Tem um pouco de cabeça nessa história. Um bom resultado muda tudo, como aconteceu no ano passado. O cara tem de ficar tranquilo e evitar erros. Talvez ser um pouquinho mais conservador para conseguir resultados mais consistentes”, falou ao iG Esporte Flávio Gomes, editor da revista Warm Up.

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Luciano Burti, ex-piloto de Fórmula 1 e comentarista da Rede Globo, também lembra a autoconfiança: “[Massa tem que] trabalhar para manter o equilíbrio e a auto confiança. Pilotar ele sabe muito bem, esse não é o problema”, disse.

Após um bom início de ano, Massa caiu de rendimento. Chamou a atenção a sequência de acidentes sofridos em Mônaco, no Canadá e na Alemanha, que fez novamente com que fosse criticado.

“Não falta velocidade ao Felipe, mas os erros em Mônaco, ainda acho que aconteceu algo errado com o carro, e treinos de Inglaterra, Canadá e Alemanha, somados aos problemas de pneus no Bahrein e Inglaterra, colocaram sua habilidade em xeque e obviamente o colocam sob pressão”, afirmou Burti.

“Normalmente, um piloto erra quando tenta tirar mais do carro do que o carro tem”, explicou Gomes.

Em entrevista ao jornal Corriere dello Sport publicada no último sábado, Luca di Montezemolo, presidente da escuderia, deu seu recado a Massa. Prova de que a situação do piloto não é confortável.

“Felipe é um piloto muito rápido, mas nos últimos dias temos sido claros com ele, pois precisamos de resultados e pontos. Então iremos olhar um nos olhos do outro em algum momento e decidir o que fazer”, falou Montezemolo.

Na visão dos especialistas, porém, Massa ainda tem futuro na principal categoria do automobilismo. Mas tudo depende de seus resultados na próximas duas corridas, realizadas na Bélgica e na Itália.

Felipe Massa observa seu carro após bater durante treino em Silverstone
Getty Images
Felipe Massa observa seu carro após bater durante treino em Silverstone

“Todo piloto que tem contrato de apenas um ano e não consegue bons resultados está ameaçado. Mas o mercado não tem tanta gente boa assim dando sopa. A Ferrari é conservadora e não inventa muito com pilotos faz tempo. No ano passado, Massa salvou o emprego com um bom segundo semestre. Tem de tentar fazer o mesmo, se quiser ficar no time”, disse Gomes.

“Massa ainda tem lenha para queimar. A mudança de categoria é algo que teria de ser muito bem pensado. Tem experiência em equipe grande, é bom piloto, sabe ganhar corridas. Acho que tem lugar [na F1], ainda”, emendou o jornalista.

“[Está ameaçado,] mas acredito que sua vaga estará garantida se ele fizer boas corridas na Bélgica e Itália. Ele ainda tem o potencial para alcançar ótimos resultados na F1. Isso depende apenas dele e da equipe”, falou Burti.

Colunista do jornal Folha de S. Paulo, Fábio Seixas colocou o alemão Nico Hulkenberg, hoje na Sauber, como uma possível ameaça ao brasileiro.

“Massa está devendo. Imagino que Hulkenberg seja uma ameaça para Massa caso o brasileiro não reaja até Monza”, escreveu o jornalista.

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