Equipes da F1 protestam contra teste secreto da Mercedes

Por iG São Paulo |

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Escuderias tomaram conhecimento na noite de sábado que time alemão realizou em conjunto com a Pirelli um teste de 1000km com seu carro atual

As equipes da Fórmula 1 tomaram conhecimento na noite de sábado que a Mercedes realizou em conjunto com a Pirelli um teste de 1000km com seu carro atual após o Grande Prêmio da Espanha da categoria em Barcelona. E não ficaram felizes com a notícia, já que os treinos privados são proibidos.

O teste teria sido realizado a pedido da Pirelli, que estuda mudanças em seus compostos a partir do Grande Prêmio do Candá com a alegação de aumentar a segurança. Mas as outras equipes do grid avaliam a situação como uma vantagem para a Mercedes, que tem no alto consumo de pneus seu principal problema este ano, e protestaram com a FIA.

"Achamos que não está de acordo com as regras, por isso protestamos antes da corrida. Só queremos esclarecimento. Acho que é importante fazer, não creio que sejamos o único time que se sente assim. Não é culpa da Pirelli, eles precisam resolver o assunto, o problema é que a maneira como isso foi feito não foi correto", disse o chefe da Red Bull, Christian Horner à emissora britânica Sky Sports.

A Ferrari e a Lotus também protestaram contra o ocorrido. Apesar da revolta dos outros times, o chefe da Mercedes, Ross Brawn, garante que o treino de 1000 km foi realizado com autorização da FIA e não espera punições.

Coincidência ou não, a equipe alemã apresentou melhora na conservação de seus pneus no Grande Prêmio de Mônaco neste domingo e viu seu piloto Nico Rosberg vencer a corrida, com Lewis Hamilton na quarta colocação.

"Fomos abordados pela Pirelli para fazer um teste porque estavam preocupados com alguns problemas e acharam que o carro dele não era representativo. Não era secreto. Quando estávamos preparando o treino, os outros times ainda estavam lá, por que eles não viram nossos caminhões irem embora? A Pirelli é que tem que informar as pessoas, se eles quiserem. Não é nossa responsabilidade", alegou Brawn.

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