Sato visita túmulo de Ayrton Senna em São Paulo: 'Sempre foi meu herói'

Por Pedro Taveira - iG São Paulo |

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Japonês revelou que tricampeão mundial, cuja morte completou 19 anos na última quarta-feira, foi uma grande influência para que ele entrasse no automobilismo

O japonês Takuma Sato aproveitou a etapa brasileira da Fórmula Indy para visitar o túmulo de Ayrton Senna no cemitério do Morumby, em São Paulo. O piloto da AJ Foyt revelou que o tricampeão mundial de Fórmula 1, cuja morte completou 19 anos na última quarta-feira, sempre foi seu herói e influência para entrar no automobilismo.

“Nunca o conheci pessoalmente. Ele é apenas meu herói”, disse Sato, que garantiu se lembrar da primeira corrida que assistiu de Senna, ao iG Esporte.

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Ayrton Senna durante a temporada 1991. Foto: Getty ImagesAyrton Senna foi tricampeão mundial de F1. Foto: Getty ImagesTúmulo de Ayrton Senna no cemitério do Morumby, em São Paulo. Foto: Mike Hewitt/Getty ImagesA parceria durou dois anos e rendeu um título para cada. Os pilotos colecionaram desentendimentos e desenvolveram uma das grandes rivalidades da Fórmula 1. Foto: Getty ImagesCom a chegada de Ayrton Senna em 1988, a McLaren, que já contava com o francês Alain Prost, reunia dois pilotos em condição de ganhar o título. Foto: Getty ImagesApesar da pressão, o brasileiro venceu a prova e encerrou um jejum de 5 GPs sem vitória. Foto: GettyEm 1991, Ayrton Senna poderia sagrar-se campeão por antecipação se vencesse o Grande Prêmio da Espanha. Foto: Getty ImagesO brasileiro disparou no Mundial de Pilotos após a prova em Spa. Foto: Getty ImagesFoi em 1985, Pela Lotus, no Grande Prêmio de Portugal, que Ayrton Senna conseguiu sua primeira vitória na F1. Foto: Getty ImagesO brasileiro da McLaren comemorou sua sexta vitória de 1991 naquele GP. Foto: ReproduçãoEm toda a sua carreira, Ayrton Senna sempre usou um capacete verde e amarelo. Na foto, o brasileiro em 1993, quando corria pela McLaren. Foto: Getty ImagesLotus de Ayrton Senna em 1985, que tinha pintura preta e dourada. Foto: Getty ImagesAdriane Galisteu foi uma das namoradas do piloto de F-1 Ayrton Senna, morto em 1994. Foto: Reprodução/Revista MancheteAyrton Senna foi tricampeão em 1991, aos 31 anos e 227 dias. Foto: Getty ImagesEm 1988, Senna chegou à oitava vitória e alcançou seu primeiro título em Suzuka. Foto: ReproduçãoAyrton Senna conversa com Sid Watkins após acidente de Roland Ratzenberger em Ímola em 1994. Foto: Getty ImagesSenna cumprimenta Gerhard Berger após mais uma vitória no local. Foto: Getty ImagesNaquele ano, Senna saiu vencedor pela terceira vez consecutiva no circuito. Foto: Getty ImagesCompanheiros na McLaren nos anos 1990, Ayrton Senna e Gerhard Berger eram amigos dentro e fora dos autódromos. Foto: Getty ImagesO GP da França foi sediado no circuito de Paul Ricard nos anos 1970 e ainda voltou de 1986 até 1990. Entre essas, uma vitória de Prost em 1989, com Senna abandonando. Foto: Getty ImagesEm 1985, a pista ficou marcada na história da F1, principalmente para os brasileiros. O Estoril foi palco da primeira pole position e da primeira vitória de Ayrton Senna.. Foto: ReproduçãoAyrton Senna treina, observado por Nuno Cobra. Foto: ReproduçãoEntre o fim da década de 1980 e início dos anos 1990, a disputa ficou focada em poucos pilotos. Ayrton Senna e Alain Prost dominaram. Foto: Getty ImagesToleman Ayrton Senna. Foto: Getty ImagesO brasileiro voltou a vencer em 1989, dando início a uma sequência de cinco triunfos seguidos no Principado. Foto: Getty ImagesDepois de liderar mais da metade da corrida, Senna não c onseguiu completar a prova de 1988 em Monte Carlo. Foto: Getty ImagesAyrton Senna em 1994, ano em que correu pela Williams. Foto: Getty ImagesEm 1993, o ídolo brasileiro voltou a vencer em Interlagos, para a festa da torcida. Foto: ReproduçãoPódio em 1991 também teve Riccardo Patrese, segundo, e Gerhard Berger, terceiro. Foto: Getty ImagesPela Williams, tricampeão fez a pole position do GP do Brasil de 1994. Foto: Getty ImagesTorcida homenageia heroi tricampeão no GP do Brasil de 1994. Foto: Getty ImagesEm 1992, também pela McLaren, o brasileiro teve seu motor quebrado em Interlagos. Foto: Getty ImagesPela McLaren, Senna desfila em 1993 com bandeira brasileira após vitória. Foto: ReproduçãoO brasileiro Ayrton Senna em 1990, ano de seu bicampeonato na Fórmula 1. Foto: Getty ImagesSenna vence na Bélgica. Foto: Getty ImagesAyrton Senna parte para cima de Michael Schumacher, mas é contido por funcionário da McLaren. Foto: ReproduçãoNa garagem da McLaren, Ayrton Senna se concentra para GP do Japão de 1991 - o brasileiro tinha chances de sair da prova tricampeão mundial. Foto: Getty ImagesSenna perdeu a posição para Patrese logo na largada em San Marino. Foto: Getty ImagesAyrton terminou o GP em segundo, mas continou liderando com folga o campeonato. Foto: Getty ImagesAyrton Senna tenta se defender dos ataques das Williams de Nigel Mansell e Riccardo Patrese durante o GP da Itália de 1991. Foto: Getty ImagesAyrton Senna morreu em 1994 após acidente que deixou sua Williams destruída. Foto: Getty Images

“Sempre segui sua carreira. A primeira vez que o vi foi em 1987, no GP do Japão, em Suzuka, eu era um garoto de 10 anos de idade. Ele largou em sétimo e terminou em segundo. Aquele foi o dia em que a Fórmula 1 me pegou. Senna se tornou meu heroi”, continuou o japonês. Na época o tricampeão ainda competia pela Lotus.

Vinicius Branca/Fotoarena
Takuma Sato disse que Ayrton Senna foi uma inspiração para sua carreira

Esta foi a segunda visita de Sato ao túmulo do brasileiro. A outra foi em 2002, quando correu em São Paulo pela primeira vez. Atuando pela Jordan em sua temporada de estreia na F1, terminou em nono.

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A influência de Senna sobre o japonês foi tanta que o piloto decidiu seguir os passos do tricampeão para iniciar sua carreira.

“Depois que terminei os estudos no Japão, fui para o Reino Unido e corri na Fórmula 3 britânica antes da F1”, revelou Sato, que explicou porque o brasileiro é tão idolatrado do outro lado do mundo. “Ele amava tanto o Japão quanto o Brasil. Era uma pessoa muito boa e muito ligado à Honda, é claro. Sua velocidade, comprometimento e atitude quando corria era algo que realmente amávamos”.

Sato foi o vencedor da última etapa da Indy, em Long Beach, e chega a São Paulo como vice-líder do campeonato, com 93 pontos. Helio Castroneves, com 99, está em primeiro.

Mike Hewitt/Getty Images
Túmulo de Ayrton Senna no cemitério do Morumby, em São Paulo


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