Chefe da Red Bull pede regras mais claras para contenção de gastos na Fórmula 1

Por iG São Paulo |

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Em entrevista à revista "Autosport", Christian Horner não acha que será fácil realizar o controle dos custos das escuderias

AP
Christian Horner, chefe da Red Bull, critica as regras de fiscalização de gastos das equipes

As regras para contenção de gastos na Fórmula 1 até agora não foram completamente assimiladas pelas escuderias, sendo que muito pontos são cercados de polêmicas. E um dos críticos mais contundentes em relação a esse tema é Christian Horner, chefe da Red Bull. Em entrevista ao site da revista britânica Autosport, o dirigente declarou que fiscalizar quanto uma equipe ganha é uma das tarefas mais complicadas.

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“Estamos falando de um teto orçamentário há cerca de cinco anos. A coisa mais difícil do mundo é policiar o que uma empresa gasta”, disse Horner. “A restrição de recursos é um acordo fundamentalmente falho por conta das estruturas de empresas distintas. A Ferrari opera de uma maneira completamente diferente da McLaren, Mercedes ou Red Bull. A melhor forma de controlar os custos é por meio de regulamentos estáveis”, continuou.

Para o chefe da Red Bull, o Acordo de Redução de Gastos formulado nos moldes propostos pela Fota, a associação das equipes da F-1, é bastante restritivo e não é a melhor forma para atingir o objetivo que esse mesmo acordo propõe. Assim, Christian Horner acredita que uma reformulação é a melhor solução.

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“Por exemplo, o maior impacto sobre os custos da Sauber no ano que vem será por conta da mudança de regras com o trem [conjunto motor-câmbio], então realmente a maneira mais sensata de contenção de custos é estabilizar, esclarecer e deixar os regulamentos concisos, tanto o desportivo quanto o técnico”, frisou o comandante da equipe austríaca, que usou o exemplo da Sauber, que conta com um orçamento médio e deve sofrer com a alta de custos a partir da próxima temporada.

Enquanto defende a contenção de gastos da maior categoria do automobilismo mundial, Horner também faz questão de lembrar que a Fórmula 1 é uma das marcas esportivas mais fortes do mundo.

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“O valor da F-1 é seu público global. Com exceção dos Jogos Olímpicos, a Fórmula 1 é o maior esporte global com base em uma temporada. A forma como Bernie (Ecclestone) está estruturando isso aponta que ele só vai ter a TV paga se houver a TV aberta ao lado dela. Ele está cobrindo as duas bases: você tem sua cobertura especializada e maior profundidade por meio da TV por assinatura, e você começa a cativar espectadores casuais e espectadores em massa na TV aberta”, finalizou Christian Horner.

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