Apesar de sofrer quatro gols nos últimos quatro jogos, goleiro exaltou a defesa menos vazada da Série B. Gilson Kleina tem apostado na escalação de três atacantes na equipe

Fernando Prass concedeu entrevista coletiva nesta terça-feira
Divulgação/Palmeiras
Fernando Prass concedeu entrevista coletiva nesta terça-feira

A formação ofensiva que o técnico Gilson Kleina vem adotando no Palmeiras não preocupa o goleiro Fernando Prass. Apesar de o treinador utilizar cada vez menos o esquema com três volantes, o atleta valorizou o fato do time ostentar a segunda defesa menos vazada da Série B do Campeonato Brasileiro.

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"Nós temos um time ofensivo, pelas características dos jogadores. Contra o Sport, começamos com três atacantes e mais o Valdivia, que é totalmente ofensivo. Nosso dois laterais também apoiam bastante, e os dois volantes sabem sair para o jogo. Mesmo com essa vocação, estamos com uma das melhores defesas da Série B. Claro que temos de ver as falhas, mas deve ser levado em avaliação o que temos", afirmou.

Na vitória contra os pernambucanos, no sábado, o treinador armou a equipe com Ananias, Vinicius e Alan Kardec, além de ter deixado Valdivia na armação das jogadas. Já a proteção à defesa coube a Márcio Araújo e Wesley. O técnico só fechou um pouco mais a equipe no intervalo, quando Kardec teve de ser substituído por problemas médicos e cedeu sua vaga a Charles.

Mesmo assim, a tendência é a manutenção da tática mais ousada, até porque o meia Mendieta e o atacante Leandro voltam a ficar à disposição para o compromisso de sábado, diante do América-RN, no Pacaembu.

"O Palmeiras hoje é o time visado, e o primeiro passo contra nós é uma marcação muito forte. O que fica difícil para o adversário é que nossos jogadores são rápidos pelo lado do campo, mas os adversários recorrem às faltas", avaliou o goleiro.

Em 24 rodadas, o Palmeiras sofreu apenas 20 gols, com índice pior somente do que o Paraná Clube, que levou 19. Mesmo satisfeito com o desempenho do time, o goleiro ainda adverte que a equipe precisa corrigir alguns defeitos atrás.

"Sofremos gols por falhas defensivas também, assim como marcamos aproveitando os erros dos outros. Já tínhamos tomado um gol de bola parada contra o Boa, e voltamos a sofrer no último jogo. Antes (do duelo com o Boa), passamos quase 20 jogos para tomar de bola parada", completou.

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