Kleina admite dificuldade para controlar nervosismo dos jogadores

Com quase um mês no comando do Palmeiras, técnico diz que nem todos atletas assimilam os conselhos e acrescenta que time se "perde" quando leva um gol

iG São Paulo * |

Na próxima sexta-feira, Gilson Kleina completará um mês no comando do Palmeiras . E ainda não conseguiu resolver o que detectou ser o principal problema do elenco: o nervosismo. O técnico reconhece a dificuldade para tranquilizar o elenco, ainda mais quando a equipe não abre uma vantagem no placar logo no começo dos jogos.

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Kleina: "Cada um assimilha (os conselhos) de uma maneira"

O discurso de que os nervos estão controlados, adotado pelo técnico antes de levar 3 a 0 no Morumbi no último sábado contra o São Paulo, já mudou após o 1 a 0 a favor do Coritiba na quinta-feira. "Estamos tentando blindar o nervosismo, passamos tranquilidade para eles terem confiança. Mas cada um assimila de uma maneira", argumentou o técnico.

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A tentativa do treinador é fazer seus atletas perceberem que, durante as partidas, o ambiente não é tão ruim - em Araraquara, por exemplo, o apoio das arquibancadas foi intenso até os 35 minutos do segundo tempo. "O torcedor jogou junto, então não há razão para ficar nervoso, isso não vai levar a nada", apontou.

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A dificuldade, porém, está em fazer o elenco esquecer sua situação na tabela. Se Kleina já conseguiu, aparentemente, unir tanto os órfãos de Luiz Felipe Scolari quanto os avessos à disciplina, só viu o risco de rebaixamento aumentar: o time está em antepenúltimo lugar no Brasileiro, a nove pontos do Bahia, primeiro clube fora da faixa de descenso, e só faltam nove rodadas no torneio.

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"O tempo vai passando, as coisas não acontecem e o time fica sem poder de criação, acelera o jogo, rifa a bola, começa a se desfazer dela a qualquer momento. Na situação em que nos encontramos, vem tudo na cabeça quando se toma um gol e atrapalha mesmo. É isso que trabalhamos para não acontecer", comentou o técnico.

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Os próprios jogadores admitem estar sentindo o momento pelo qual o Palmeiras passa. O aspecto cada vez mais decisivo dos jogos influencia. "Sempre conversamos que o duelo contra o Coritiba era decisivo. Isso pode ter afetado um pouco, alguns podem ter tentado fazer alguma coisa de qualquer maneira. Mas não é desculpa", disse Leandro. "Infelizmente, não aconteceu como queríamos, mas agora já passou. Vamos ver se vencemos o Náutico agora", completou o lateral esquerdo.

* Com Gazeta

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