Romário defende interferência de cartola da CBF em convocações

“Se eu fosse o presidente, pedia a lista 10 dias antes”, afirmou deputado, que esteve reunido com José Maria Marin nesta sexta

Renan Rodrigues, iG Rio de Janeiro |

Após encontro com o presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), José Maria Marin, o deputado federal Romário defendeu a interferência dos dirigentes em convocações para a seleção brasileira. O mandatário da entidade máxima do futebol já afirmou que exigiu saber da lista de Mano Menezes para as Olimpíadas 48 horas antes da divulgação e disse que pode interferir em casos de problemas de indisciplina e quebra de hierarquia

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Divulgação / CBF
Romário esteve com José Maria Marin nesta sexta-feira, no Rio de Janeiro

“Isso é algo que sempre existiu, mas que sempre foi feito e nunca ninguém assumiu. O presidente Marin está tendo a coragem de colocar isso às claras”, afirmou Romário.

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Antes crítico à CBF, o deputado federal agora defende o atual presidente da entidade. “Para começar se eu fosse presidente ia querer a lista com 10 dias de antecedência. Com certeza, se achasse que alguém não tinha condições de vestir a camisa da seleção ia dar a minha opinião. Se treinador não tirasse, ele sairia”, opinou o ex-jogador, que citou até sua convocação em 1994.

"Só fui para a Copa porque o Ricardo Teixeira inteferiu por mim. Acho que o chefe tem todo direito, deve poder opinar mesmo", disse o 'baixinho', lembrando que não tinha boa relação com Carlos Alberto Parreira um ano antes do Mundial nos Estados Unidos.

Romário deu até seu palpite para a convocação de Mano Menezes. Segundo ele, o técnico deve chamar “Julio Cesar, Thiago Silva e algum centroavante, Fred ou Vagner Love” para as três vagas de jogadores acima de 23 anos.

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O deputado federal negocia com Marin um apoio da entidade para divulgação de ações para ajudar crianças portadoras de deficiência. No primeiro jogo da decisão do Campeonato Paulista, crianças com síndrome de down entrarão antes da partida. No segundo, pessoas portadores de ELA (esclerose lateral amiotrófica) entrarão em campo.

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